quinta-feira, 9 de abril de 2026

MSN 9 DE ABRIL DE 2026 - QUINTA-FEIRA.

 

Destroços do caça F-15E no deserto do sul do Irã após ataque de míssil iraniano (Foto: Instagram)© Foto: Instagram

O segundo aviador americano do caça F-15E, derrubado por um míssil iraniano em 3 de abril, foi resgatado no sul do Irã no último domingo (5/4). Isso foi possível graças a um dispositivo secreto que ele carregava, contendo uma tecnologia avançada de localização, utilizada pela primeira vez em campo pela CIA.

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Denominada Ghost Murmur, a tecnologia emprega magnetometria quântica de longo alcance para detectar a assinatura eletromagnética do batimento cardíaco humano.

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Posteriormente, essa ferramenta combina os dados com um software de inteligência artificial para isolar a assinatura do ruído de fundo, conforme informou o jornal The New York Post.

“Normalmente, esse sinal é tão fraco que só pode ser captado em ambiente hospitalar, com sensores pressionados quase contra o peito”, explicou uma fonte ao jornal.

“Porém, avanços em um campo conhecido como magnetometria quântica — especificamente, sensores construídos em torno de defeitos microscópicos em diamantes sintéticos — aparentemente tornaram possível detectar esses sinais a distâncias significativamente maiores.”

O local da queda foi ideal para o uso e sucesso do Ghost Murmur, pois apresentava baixa interferência eletromagnética, devido à quase ausência de outras assinaturas humanas na área.

Além disso, o contraste térmico entre o corpo vivo do soldado e o solo frio do deserto à noite proporcionou aos operadores uma camada adicional de confirmação.

O chefe do Estado-Maior, general Fabien Mandon, discursa durante um fórum sobre defesa estratégica na École Militaire, em Paris, em 24 de março de 2026© Stephane de Sakutin

O chefe do Estado-Maior da França, Fabien Mandon, afirmou nesta quinta-feira (9) que a possibilidade de uma "guerra aberta" contra a Rússia é sua "principal preocupação", um dia após o governo francês apresentar um projeto de lei para aumentar os gastos militares. 

A França havia planejado destinar 413 bilhões de euros (2,4 trilhões de reais) para gastos militares entre 2024 e 2030, mas, diante do aumento das ameaças globais, propôs um acréscimo de 36 bilhões de euros (214 bilhões de reais) para acelerar o rearmamento. 

"A persistência da ameaça russa ao nosso continente, com a possibilidade de uma guerra aberta (...), continua sendo minha principal preocupação em termos de prontidão das Forças Armadas", declarou o general Mandon a parlamentares durante um debate sobre o orçamento militar. 

O número de tanques pesados russos deve aumentar de 4.000 em 2025 para 7.000 em 2030, enquanto o número de navios de guerra na Marinha russa deve permanecer entre 230 e 240, acrescentou o alto comando francês, defendendo assim o fortalecimento das capacidades de defesa da França. 

As declarações e o projeto de lei surgem em um momento em que o governo do presidente, Emmanuel Macron, busca equilibrar as contas públicas diante dos altos níveis de dívida pública (115,6% do PIB) e déficit (5,1% em 2025), que ultrapassam os limites estabelecidos pelas normas europeias.

"Estamos em um período perigoso. Não devemos causar alarme, mas precisamos reconhecer que necessitamos desse investimento em defesa", argumentou Mandon, que citou como exemplos "o uso desenfreado da força" e a "ameaça terrorista" no Oriente Médio, na Ásia e na África.

mra-tjc/hgs/aa

O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, em Bruxelas, Bélgica 23 de fevereiro de 2026 REUTERS/Yves Herman© Thomson Reuters

Por David Latona e Emma Pinedo

MADRID, 9 Abr (Reuters) - A Espanha condenou nesta quinta-feira os ataques israelenses ao Líbano, assim como a guerra mais ampla contra o Irã, consolidando o papel de Madri como uma crítica aberta das campanhas militares dos Estados Unidos e de Israel, apesar das ameaças dos EUA de punir aliados não cooperativos da Otan.

A oposição da Espanha ao conflito com o Irã prejudicou ainda mais suas relações com Washington, e figuras do movimento MAGA do presidente Donald Trump pedem, cada vez mais, uma punição a Madri.

Em comentários a parlamentares, o ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, descreveu o conflito como um ataque à civilização, ecoando as contundentes críticas feitas pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez à decisão de Trump de atacar a República Islâmica.

"Estamos enfrentando o maior ataque à civilização construída com base nos ideais humanistas de razão, paz, compreensão e lei universal sobre o abuso de poder, força bruta e arbitrariedade", disse Albares.

Ele acusou Israel de violar a lei internacional e o cessar-fogo de duas semanas recentemente acordado, após uma onda intensa de ataques aéreos no Líbano matar mais de 250 pessoas na quarta-feira.

Sánchez, que surgiu como um dos principais críticos da guerra, fechou o espaço aéreo espanhol para qualquer aeronave envolvida no confronto que ele descreveu como imprudente e ilegal.

Na noite de quarta-feira, o primeiro-ministro reiterou seu apelo para que a União Europeia desfaça seu acordo de associação com Israel, pedindo o fim da "impunidade para as ações criminosas (de Israel)".

Lula (Ricado Stuckert / PR)

O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, determinou nesta quarta, 8 de abril, o fim das chamadas bets – as casas de apostas.

O comentário foi realizado em entrevista a Leandro Demori e Eduardo Moreira no canal ICL Notícias – Instituto Conhecimento Liberta, realizada no Palácio do Planalto, sede do Governo Federal. De acordo com o político, há uma grande discussão no governo sobre enfrentar o problema dos jogos de azar.

O petista foi direto ao ponto: “Se as bets causam o mal que a gente acha que causam, por que a gente não acaba com as bets?”. Em seguida, levantou a possibilidade de regular, para que não tenham tantas bets no Brasil e reste só algumas, “se é que tem alguma serventia”.

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Luiz Inácio contou que o governo está tentando discutir isso e destacou que o Brasil é um país muito religioso. Em seguida, recordou sua criação cristã e como passou a vida toda ouvindo que não era possível ter jogo de azar, mas que hoje o cassino está dentro das casas. “Seu filho, sua neta, usando o celular do pai para um jogo de azar, dando dinheiro para as bets”, detonou o mandatário.

Lula é contra casas de apostas

Lula disse que, se depender dele, as bets seriam fechadas no Brasil imediatamente. Mas alfinetou que muitos políticos são financiados por essas marcas.

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“Obviamente que depende do Congresso Nacional. Eu sei que eles financiam, eu poderia até citar nomes, mas não sou juiz e nem policial, mas todo mundo sabe quem são os deputados, os partidos envolvidos nisso”, finalizou.

MINISTRO DE LULA BATE BOCA COM JORNALISTA AO VIVO NA GLOBO E CLIMA FICA TENSO

O clima ficou tenso nesta tarde na Globo News, durante entrevista com ministro na GloboNews, e a dupla bateu boca sobre grande escândalo envolvendo Lula… Leia Mais!

Salvas de mísseis do Irã e ataques à energia no Golfo levaram a guerra ao limite antes de um cessar-fogo frágil© Walking Archive

Antes de o atual cessar-fogo de duas semanas entrar em vigor, a guerra caminhava para uma crise regional mais ampla, com o Irã lançando novos ataques com mísseis e países do Golfo relatando drones ou mísseis se aproximando de infraestruturas críticas. Essa escalada foi especialmente alarmante porque ligou a retaliação militar diretamente ao corredor energético mais sensível do mundo, aumentando o risco de que um conflito no campo de batalha se transformasse em um choque em larga escala no petróleo e no transporte marítimo.

Para civis na região, o perigo era imediato. O Bahrein acionou sirenes de alerta, o Catar disse ter interceptado um ataque com mísseis, e Emirados Árabes Unidos e Kuwait também relataram terem sido alvos logo após o anúncio do cessar-fogo, mostrando como a vida cotidiana nos países do Golfo podia ser interrompida rapidamente por um conflito centrado em outro lugar. Mesmo quando os ataques são interceptados, o resultado é medo público, trânsito parado, ordens para se abrigar e ansiedade renovada sobre casas, portos e locais de trabalho passarem a fazer parte da zona de guerra.

O efeito regional deixou de ser ignorado

O dado mais importante dessa fase da guerra é que os combates já não diziam respeito apenas ao Irã e a Israel. A AP informou que o cessar-fogo veio depois de tensões intensificadas, incluindo ataques com mísseis contra países do Golfo, bombardeios israelenses contra infraestrutura iraniana e contra-ataques iranianos, enquanto o Wall Street Journal relatou que Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein registraram ataques ou medidas de emergência poucas horas após o anúncio da trégua.

Isso importa porque o efeito regional muda a natureza do conflito. Quando países do Golfo passam a interceptar disparos ou a orientar moradores a se abrigarem, a guerra deixa de parecer uma troca contida e passa a se assemelhar a uma ameaça sistêmica ao comércio, à produção de energia e à estabilidade das alianças. Essa é uma inferência sustentada pela amplitude dos países afetados e pela concentração da infraestrutura energética global no Golfo.

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