72 a. da missa de sétimo dia pela alma do
MAJOR RUBENS FLORENTINO VAZ, às 11 horas de 11 de agosto de 1954, na
CANDELÁRIA, celebrada pelo Cardeal dom JAIME DE BARROS CÂMARA. A catedral
metropolitana estava repleta, muita gente não conseguiu entrar, concentrando-se
nas ruas laterais. Ao término da missa, milhares de pessoas com lenços brancos
saíram às ruas para manifestarem-se contra o governo. Em comícios relâmpagos,
oradores exaltados acusavam o governo e exigiam a renúncia do presidente. No
meio da confusão, um veículo de campanha do PTB foi incendiado na avenida RIO
BRANCO, na altura da praça MARECHAL FLORIANO. CARLOS LACERDA apelou para que o
povo tivesse calma e evitasse excessos. CARLOS LACERDA, às 14 horas, em
segredo, dirigiu-se ao HOTEL SERRADOR, localizado na Cinelândia, no centro do
RIO. O jornalista, em cadeira de rodas, empurrada por dois oficiais da MARINHA,
foi ao encontro do vice-presidente da República, CAFÉ FILHO, que para despistar
manteve sua agenda, um almoço com seu amigo OLAVO GALVÃO, diretor do Banco do
Nordeste, que residia em um dos quartos do hotel. A ideia de CARLOS LACERDA era
envolver o GENERAL ZENÓBIO DA COSTA na trama para a deposição do presidente
GETÚLIO VARGAS.
O DIA DOS ESTUDANTES, em
todo o BRASIL, foi comemorado exigindo-se o afastamento do presidente VARGAS.
Na tribuna da Câmara Federal, o deputado BILAC PINTO “mostrou” que o presidente
da República era réu do artigo 25 do Código Penal como co-autor do crime da RUA
TONELERO.
À noite, por uma portaria do ministro da Aeronáutica, ficou
determinada a abertura de um IPM, sendo o próprio CORONEL ADIL seu encarregado.
Começava em 11 de agosto de 1954 a “REPÚBLICA DO GALEÃO”.
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