quarta-feira, 12 de agosto de 2026

72 ANOS DA MISSA DE SÉTIMO DIA PELA ALMA DO MAJOR RUBENS FLORENTINO VAZ, EM 11 DE AGOSTO DE 1954.

 


  72 a. da missa de sétimo dia pela alma do MAJOR RUBENS FLORENTINO VAZ, às 11 horas de 11 de agosto de 1954, na CANDELÁRIA, celebrada pelo Cardeal dom JAIME DE BARROS CÂMARA. A catedral metropolitana estava repleta, muita gente não conseguiu entrar, concentrando-se nas ruas laterais. Ao término da missa, milhares de pessoas com lenços brancos saíram às ruas para manifestarem-se contra o governo. Em comícios relâmpagos, oradores exaltados acusavam o governo e exigiam a renúncia do presidente. No meio da confusão, um veículo de campanha do PTB foi incendiado na avenida RIO BRANCO, na altura da praça MARECHAL FLORIANO. CARLOS LACERDA apelou para que o povo tivesse calma e evitasse excessos. CARLOS LACERDA, às 14 horas, em segredo, dirigiu-se ao HOTEL SERRADOR, localizado na Cinelândia, no centro do RIO. O jornalista, em cadeira de rodas, empurrada por dois oficiais da MARINHA, foi ao encontro do vice-presidente da República, CAFÉ FILHO, que para despistar manteve sua agenda, um almoço com seu amigo OLAVO GALVÃO, diretor do Banco do Nordeste, que residia em um dos quartos do hotel. A ideia de CARLOS LACERDA era envolver o GENERAL ZENÓBIO DA COSTA na trama para a deposição do presidente GETÚLIO VARGAS.

O DIA DOS ESTUDANTES, em todo o BRASIL, foi comemorado exigindo-se o afastamento do presidente VARGAS. Na tribuna da Câmara Federal, o deputado BILAC PINTO “mostrou” que o presidente da República era réu do artigo 25 do Código Penal como co-autor do crime da RUA TONELERO.

À noite, por uma portaria do ministro da Aeronáutica, ficou determinada a abertura de um IPM, sendo o próprio CORONEL ADIL seu encarregado. Começava em 11 de agosto de 1954 a “REPÚBLICA DO GALEÃO”.  

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