72 a. da confissão do motorista
de táxi NELSON RAIMUNDO DE SOUZA de ter, na noite do crime da RUA TONELERO,
transportado CLIMÉRIO EURIBES DE ALMEIDA, membro da guarda pessoal do
presidente da República, para o local onde aconteceu o atentado que matou o MAJOR
VAZ e feriu CARLOS LACERDA. Ele foi contratado por 20 mil cruzeiros para fazer
o transporte de CLIMÉRIO, por telefone, por ele mesmo. Ele estacionou o carro
numa transversal, em COPACABANA, e após o crime foi para o centro e depois
retornou ao seu ponto em frente ao palácio do CATETE. Pouco depois, chegou
CLIMÉRIO, vindo de COPACABANA, a quem transportou para a residência em
CACHAMBI, zona norte do RIO. Chegando ao seu destino, percebeu que o carro
estava marcado à bala. Preocupado, resolveu apresentar-se na delegacia do
CATETE ainda na madrugada do dia 5. NELSON RAIMUNDO contou isso ao CAPITÃO JOÃO
FERREIRA NEVES, professor da Escola de Polícia, nas dependências do 2º DP, onde
NELSON estava detido, durante um jogo de damas. O CORONEL JOÃO ADIL, ao saber da
confissão, telefonou para a residência oficial do ministro NERO MOURA, no
GALEÃO, informando em primeira mão que se encontrava no quartel da PM, no
centro da cidade, e que “o chofer tinha aberto a boca e contado tudo”.
Solicitou a presença do ministro porque “havia elementos da guarda pessoal do
presidente envolvidos e nós temos que ir buscá-los agora no CATETE”. Quando o
ministro da Aeronáutica chegou à sede da Motomecanização, ADIL deu a entender
que havia pessoas da família VARGAS envolvidas na trama. No local, já se
encontrava o brigadeiro EDUARDO GOMES e o promotor CORDEIRO GUERRA. NELSON já
tinha confessado que havia transportado o pistoleiro e sido contratado por
gente da guarda pessoal, um tal de CLIMÉRIO.
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