sábado, 8 de agosto de 2026

72 ANOS DOS DESDOBRAMENTOS DO CRIME DA RUA TONELERO, INÍCIO DO MAR DE LAMA EM AGOSTO DE 1954, QUE VAI CULMINAR NO SUICÍDIO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA DO BRASIL EM 24 DE AGOSTO DE 1954.

 


72 a. da confissão do motorista de táxi NELSON RAIMUNDO DE SOUZA de ter, na noite do crime da RUA TONELERO, transportado CLIMÉRIO EURIBES DE ALMEIDA, membro da guarda pessoal do presidente da República, para o local onde aconteceu o atentado que matou o MAJOR VAZ e feriu CARLOS LACERDA. Ele foi contratado por 20 mil cruzeiros para fazer o transporte de CLIMÉRIO, por telefone, por ele mesmo. Ele estacionou o carro numa transversal, em COPACABANA, e após o crime foi para o centro e depois retornou ao seu ponto em frente ao palácio do CATETE. Pouco depois, chegou CLIMÉRIO, vindo de COPACABANA, a quem transportou para a residência em CACHAMBI, zona norte do RIO. Chegando ao seu destino, percebeu que o carro estava marcado à bala. Preocupado, resolveu apresentar-se na delegacia do CATETE ainda na madrugada do dia 5. NELSON RAIMUNDO contou isso ao CAPITÃO JOÃO FERREIRA NEVES, professor da Escola de Polícia, nas dependências do 2º DP, onde NELSON estava detido, durante um jogo de damas. O CORONEL JOÃO ADIL, ao saber da confissão, telefonou para a residência oficial do ministro NERO MOURA, no GALEÃO, informando em primeira mão que se encontrava no quartel da PM, no centro da cidade, e que “o chofer tinha aberto a boca e contado tudo”. Solicitou a presença do ministro porque “havia elementos da guarda pessoal do presidente envolvidos e nós temos que ir buscá-los agora no CATETE”. Quando o ministro da Aeronáutica chegou à sede da Motomecanização, ADIL deu a entender que havia pessoas da família VARGAS envolvidas na trama. No local, já se encontrava o brigadeiro EDUARDO GOMES e o promotor CORDEIRO GUERRA. NELSON já tinha confessado que havia transportado o pistoleiro e sido contratado por gente da guarda pessoal, um tal de CLIMÉRIO.

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