ERA UMA VEZ....
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00:49 (Há 14 horas)
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AMIGOS
Assim eram iniciadas as antigas histórias de fadas, duendes e princesas que serviam para entreter as crianças antes do advento da "máquina de fazer doido". Tais histórias, para aqueles que tiveram a felicidade de ouvi-las de seus pais e/ou familiares, nos transportavam para uma espécie de "reino mágico", onde, no fim, o "bem" sempre vencia, os "maus" eram punidos, as princesas encontravam seus príncipes, e os reis, com algumas exceções, cuidavam do povo que governavam.
Hoje, graças a "máquina de fazer doido", as novas gerações podem constatar que o "reino mágico" nunca existiu e a "realidade" é mais parecida com um "asilo de loucos", um lugar onde prevalece a "esperteza", o "bem" não existe, e os maus têm direito a "foro privilegiado", que, em última instância, lhes garante a "impunidade" de "fato". As princesas buscam príncipes que não existem, e os reis aproveitam-se dos governados.
Parece que, finalmente, alguns órgãos da imprensa estão descobrindo a realidade que estamos vivendo. Uma realidade que pode ser "feia", na medida em que nada tem a ver com a "doce ilusão" de uma utopia apelidada de "democrática", onde o "povo" é o endeusado senhor, e os governantes "velam" pelo seu bem estar.
Há mais de um ano venho expondo aos amigos a minha descrença nos atuais poderes da República no que se refere a punir aqueles que levaram o pais à situação atual. Sempre afirmei, e até o presente nada desmentiu minhas previsões, que nada vai acontecer com os que "capitanearam" o atual "estado de coisas". Claro que "algumas" figuras menos importantes vão sofrer algum tipo de restrição. Como dizia Lampedusa, "alguma coisa tem que mudar, para que tudo continue como está". É necessário que "alguns judas" sejam "malhados". Não significa que sejam "inocentes", são, apenas, "pouco importantes", "descartáveis". Mesmo para esses restará a possibilidade de voltar aos seus negócios portando uma "tornozeleira", se o estado (ou seja, "nós") tiver dinheiro para pagar por ela.
Talvez, num futuro que não vislumbro, os "contadores de histórias de amanhã", quando falarem às novas gerações sobre a nossa "democracia", escrevam, como os "inventores" dos contos de fada, ERA UMA VEZ......
Enquanto isso, o POVO PRECISA "DANÇAR" Como disse o escritor Philip K. Dick : "As vezes, a loucura é uma resposta apropriada à realidade".
BOA NOITE, BOA SORTE

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