A MISSÃO
FLÁVIO M PINTO
Este é um texto
ficcional ambientado no Brasil, sendo os fatos e casos parecidos ou
semelhantes a realidade, mera coincidência.
CARTA
DE MONIZ BARRETO AO REI DE PORTUGAL EM 1893
Nunca
é demais recordar.
“Senhor, umas casas existem, no vosso
reino, onde homens vivem em comum, comendo do mesmo alimento, dormindo em
leitos iguais. De manhã , a um toque de corneta , se levantam para obedecer. De
noite, outro toque de corneta, se deitam obedecendo. Da vontade fizeram renúncia como da vida.
Seu nome é sacrifício. Por oficio desprezam a morte e
o sacrifício físico.
Seus
pecados mesmo são generosos, facilmente esplêndidos. A
beleza de suas ações é tão grande
que os poetas não cansam de a celebrar.
Quando eles passam juntos, fazendo barulho, os corações mais cansados
sentem estremecer alguma coisa dentro de si. A gente conhece-os por militares….
Corações mesquinhos
lançam-lhes em rosto o mão que comem; como se os cobres do pré pudessem
pagar a liberdade e a vida. Publicistas
de vista curta acham-os caros demais, como se alguma coisa mais cara que a
servidão.
Eles m porém, calados,
continuam guardando a Nação do estrangeiro e de si mesma. Pelo preço de sua
sujeição , eles compram a liberdade para todos
e os defendem da invasão estranha e do jugo das paixões. Se a força das
coisas os impede de fazer com rigor tudo isso, algum dia o fizeram, algum dia o
farão. E desde hoje, é como se hoje o fizessem.
Porque,
por definição, o homem da guerra é nobre. E
quando ele se põe em marcha, á
sua esquerda vai a coragem, e á direita a disciplina.”
AMBIENTAÇÃO
O Brasil
apresentava um cenário de pré-guerra
civil ou, mais propriamente, a deflagração de um insurgência civil
com todas as instituições imersas na corrupção e incompetência
administrativa, que levou o país a um caos
administrativo em todas as áreas,
refletindo-se, inexoravelmente na vida cotidiana do povo.
A situação
se apresentava como organizada de forma sistemática para plena destruição das estruturas sociais-político-administrativas inviabilizando
qualquer tarefa de recolocação nos trilhos. O processo vinha de longa data.
Dominava o
politicamente correto, conceitos importados,
inibindo quaisquer manifestações de cidadãos e entidades que propusessem o que está escrito no centro da bandeira do País: Ordem e Progresso.
Andar no
lado do bem, parecia ir contra a corrente liderada pelas esquerdas, que
continuavam rancorosas e incompetentes no trato da coisa pública e geradoras do caos interno com enormes prejuízos á Nação, que aparelhavam com apaniguados, a maioria dos
cargos de mando e de todos escalões.
O Judiciário, neste caldo, parecia atuar
apagando fogo com gasolina, cercando-se de privilégios e sua
entidade máxima
legislando contra os desígnios da
população e interesses do país, desrespeitando
a Constituição inúmeras e
decisivas vezes. Era parcela importante no desmonte da Nação. Raro era o juiz que não afrontava a
Constituição para resguardar ações de cunho desestabilizado, embora uns poucos
lutassem contra esse status quo.
No ensino,
pilar formador de uma Nação, vigorava o patrocínio de teses norteadoras , desde a mais tenra formação,
de um notório marxista, que acabou desmontando todo
sistema de valores , particularmente os familiares, os patrióticos, os
cristãos e os democráticos,
inseridos na mente dos estudantes. O caso é que os
jovens brasileiros já chegam ao
ensino superior desconhecendo as vertentes democráticas e cristãs e sim as marxistas.
O nível do ensino brasileiros caiu
vertiginosamente nas avaliações por órgãos internacionais, gerando, internamente,
um número excepcional de
analfabetos funcionais, uma população considerável de desempregados sem qualificações e sem condições de
absorver conhecimentos. A começar pela destruição do passado histórico da Nação
denegrindo a maioria de seus heróis e seus feitos
relegados a segundo ou terceiro plano. Ou até suprimindo-os
da escalada dos fatos nacionais. Segue-se pela redução de matérias
importantes na formação do caráter juvenil
e exigências para aprovação. Destacava-se a atuação dos sindicatos de professores
que, nas salas de aula, faziam a cabeça dos estudantes desde os mais singelos
bancos escolares com teses marxistas.
Líderes momentâneos fomentados pela imprensa
engajada surgiram em fatos manipulados, muitos jogando a população contra o
sistema policial que sacrifica suas vidas pela segurança da sociedade.
A imprensa
tinha papel importante nesse caldo pré-falimentar ao dar
vazão aos interesses marxistas, como não saber que a primeira vítima, caso instalado esse governo,
seria ela. Satanizar as forças policiais era seu esporte preferido e silenciar
ante os desmandos marxistas, notadamente na Justiça de mais alto nível, mas ampliava as ações dos órgãos policiais os reinterpretando e
dando uma versão deturpada do acontecimento, jogando o povo contra esses órgãos. Difusão nacional e repercussão
internacional era o desejado e feito sistematicamente.
Outros que
se destacavam, na desorganização organizada e sistemática do país, eram os sindicatos, entidades de
classe infiltradas por agitadores profissionais e lideradas por sindicalistas
das mais de 15000 organizações, que se diziam representativas dos trabalhadores
e outros setores da sociedade produtiva e cultural. Estes, juntamente com as
Organizações não governamentais estrangeiras, decidiam a
política efetiva na
Amazônia com graves
prejuízos para a
Soberania e economia nacional ocupando todos os espaços possíveis, neutralizando a ação de
organismos legais, e muitos governamentais, implementando políticas internacionalistas dilapidando
as reservas minerais estratégicas a céu aberto.
As ações
pareciam ser sistematicamente organizadas entre sindicalistas, organizações de
direitos humanos, imprensa, tudo capitaneado por partidos marxistas e
amplamente apoiados pela imprensa, que amplificava qualquer ato alvo de censura
ás forças contrárias, como operações policiais bem
sucedidas contra agressores da lei e da ordem.
Agravava-se
a ordem pública com a
infiltração marxista na máquina pública impedindo o bom desempenho da
administração em todos os níveis. Tanto
no nível federal como no
estadual e municipal. O loteamento de cargos públicos pelos marxistas era notório, mesmo
tendo sido afastados nas últimas
eleições, mas os que permaneceram, deram vazão a seus anseios de dominação e
mantiveram o cerceamento das ações saneadoras com atitudes nos mais importantes
órgãos da
Justiça.
A economia
apresentava ciclos arritmados e não os números positivos de crescimento e
redução do desemprego e inflação necessários ao desenvolvimento do país. A confiança interna e externa
subia e descia não se firmando.
Dentro de
tudo isso, o tecido social se deteriorava com desgastes visíveis em toda camada social,
refletindo-se nos mais comezinhos costumes familiares e de convivência. O
moral nacional parecia refletir, organizadamente, o desgaste de todos os campos
do Poder e a economia pagava todas as contas pelo descaso e má intenção dos governos
esquerdistas marxistas. .
A exceção
parecia ser o Campo Militar, onde os militares ainda se mantinham hermeticamente
alheios á infiltração
marxista e cortando da própria carne quando
surgiam problemas lesivos á
sua administração e da Pátria. As
tentativas de infiltração por meio dos oficiais e sargentos temporários, que entram na Força Terrestre
sem concurso e por exame de títulos, eram
paulatinamente neutralizadas devido a atenção dos serviços
de Informações e de Recrutamento para o serviço temporário.
Mesmo não
se poderia dizer da família
militar, pois os filhos em idade escolar, com destaque a universitária, estavam á mercê dos doutrinadores
profissionais e muitos militavam contra as ações e propostas de reorganização
do país, integrando
pequenos grupos ordenados pelas esquerdas manipuladoras, que os influenciavam,
diuturnamente, longe dos pais. Muitos não escaparam desse proselitismo político.
O Brasil
parecia querer desintegrar-se ante tamanho trabalho por seus filhos que
desejavam destruí-lo. Era
inconteste a ação da esquerda nesse sentido. O que aconteceu em Cuba na década de 60
passada, na Coréia do Norte, Albânia e agora recentemente na Venezuela, ainda não serviu
para que refizessem seus métodos de implantação do comunismo.
Teria de ser mantida a fórmula de destruição
completa da sociedade para implantação do modo de vida total marxista,
sepultando qualquer resquício de
sucesso do capitalismo. E seus fomentadores viviam á solta no país pregando abertamente a desagregação.
O Brasil
era a bola da vez com intensa atuação de órgãos marxistas internacionais
coordenados pela ação deletéria dos comunistas nacionais, amparados
pela inteira liberdade democrática que
usavam para destruir a democracia brasileira e suas instituições.
Seus líderes passeavam livres e impunes por
todo país
difundindo a desordem, fomentando a discórdia e a
desídia e o descrédito nas
instituições.
Essa
situação não podia
mais avançar na destruição do país.
A REUNIÃO
O amanhecer
surgia prometedor para Agildo: logo, no meio da manhã, participaria na casa de
Petrus Silva, um dos maiores comerciantes, produtor , exportador e importador de tecidos do
Brasil, incentivador e patrocinador de inúmeros projetos sociais, de uma reunião com outros
importantes empresários,
capitães de indústrias de todo o Brasil, que tocavam com espírito patriótico, com
seu empenho e inteligência, grande parte do PIB brasileiro. Acordara cedo, como
de costume, e muito bem humorado. Abrira a porta da sacada do quarto do hotel,
no 20º andar e não
sentira o ar meio acre eivado de poluição da capital paulista e ficara feliz.
Algo de bom estava a caminho. O céu estava incrivelmente limpo para a
vida paulistana. Parecia sondar a bela reunião que se avizinhava. Bons ares se
prenunciavam. Pudera, iria se reunir com uma plêiade de
amigos que tinham reais interesses em comum, pátrios e de amizade de longa data.
A agitada
capital paulista, centro dos mais importantes fatores decisivos da Pátria, com exceção do Congresso,
seria o palco de um belo encontro, mas nada indicava, na mansão, que haveria uma reunião importante. Os
participantes chegavam em carros de aplicativos, táxis, carona, não havendo
acúmulo de carros no
estacionamento. Um cuidado extremo da organização em dividir as conduções por
diversos aplicativos. Nada indicava uma reunião. Nem haviam muitos serviçais
para atender o grupo, apenas os normais da casa. Todos de confiança.
Na sala de
reuniões, em torno da mesa , mais de 20 importantes brasileiros relembravam
momentos de suas vidas em comum. Até piadas rolaram.
Após quebrado
o clima do encontro,
e reencontro de muitos amigos, Junio Bastos assumiu a cabeceira e perguntou se
o ar condicionado estava perturbando alguém e não recebeu
respostas, então começou a falar.
“Amigos, acredito que todos sabem
porque estamos aqui. Sem rodeios, não dá mais para aguentar a situação porque passa o Brasil.
Muitos de nós, que apoiaram financeiramente esse
projeto esquerdista, já saíram
desiludidos do território nacional não só com o
governo que acreditaram, mas , e principalmente com a classe política que apoiaram e esses os traíram desavergonhadamente sem o menor
escrúpulo. A lição foi
bem aprendida por muitos de nós e não vamos
entrar nesse barco novamente.
A esquerda
se portou aqui como se porta no mundo afora, mas não acreditávamos que iria acontecer na nossa
cara. A Venezuela, com múltiplos
investimentos nossos, seja bem dito sem retorno algum, apenas nos mostrou a
face perversa da doutrina que muitos de nós apoiaram.
E se arrependeram amargamente. E tiveram enormes prejuízos, sendo os maiores os de queda de
confiança.
Não nego, com isso, a culpa que temos
nesse caos que está o Brasil e
não quero, como presidente da associação, obrigar todos a não doarem nada para
as campanhas políticas.
Somos todos adultos, gerenciamos nossas indústrias com milhões de empregos nas nossas
responsabilidades, famílias
dependendo das nossas decisões, até cidades
pequenas dependem dos nossos impostos, mas tudo tem um limite.
E esse
limite é atingido quando, para nós, a carga de impostos chega a um patamar
extorsivo, dificuldades em gerar empregos pela burocracia voraz, fiscalização
insana em muitos setores como na área ambiental e trabalhista, dificultando a atividade criadora de
oportunidades recheados por atitudes de políticos corruptos e incompetentes impedem que o
empreendedorismo se difunda e gere renda e empregos.
As consequências para
o povo são mensuráveis na
falta de recursos para a infraestrutura, dificuldades em gerenciar a segurança
e destinar recursos para a educação. Tudo estimulando a sonegação e diminuindo
a arrecadação oficial em todos os níveis. Não
é segredo que todos os Estados e municípios estão em dificuldades sérias.
É hora de
estancar essa sangria. E já.
Parece que
a coisa está absolutamente
coordenada para tomarmos o caminho da destruição e comunização do país. A começar pelas últimas decisões da Justiça. Ou
agimos ou sobreviveremos como a Venezuela, Cuba ou Coréia do
Norte. Alguém tem de fazer alguma coisa para o bem de todos nós. A hora é agora! É
preciso varrer do país esse tipo
de brasileiros com atitudes sem um mínimo de brasilidade. Não são brasileiros, seja bem dito, por isso
cometem esses crimes, cada vez mais lesivos ao país.
Temos de
agir em todas as áreas,
neutralizando os cabeças, um por um, os líderes, em cada setor.
Que vocês acham?
Era isso
que tinha a dizer. Agora vamos discutir fazer ou não, influenciar ou não. Não podemos
ficar de braços cruzados ante a destruição planejada do nosso país por uma esquerda correta, covarde,
e antidemocrática. E esta é a minha posição.
Chegamos a uma situação inaceitável. Não
vou aceitar pacificamente a destruição de tudo que minha família e o meu país fizeram até agora durante mais de
quinhentos anos. Nem podemos mais
esperar que a educação dê um destino mais decente ao Brasil.
Enquanto esperarmos para que esse objetivo seja atingido, as esquerdas
ampliarão seu domínio. Vocês sabem que
comunista só sai do poder á bala. Mas o que mais me espanta é o silêncio da
imprensa sobre esses desmandos e ofensas jurídicas do STF. Silêncio pois estão
mancomunados com o projeto de poder esquerdista internacionalista. Então não temos tempo a
perder. Obrigado, meus amigos”.
A discussão começou com
todos falando ao mesmo tempo. Tinham necessidades urgentes, mas logo se
acalmaram e passaram a falar mais tranquilamente e um de cada vez.
Julio
Monterosa, um grande produtor de cacau na Bahia, falou da imperiosa necessidade
de contratarem um jornalista influente para servir de porta voz. “Eu conheço um que pode ser, mas
custaria muito caro, afirmou”.
Breno
Tavares retrucou afirmando que determinadas coisas não tem preço e reafirmou a
necessidade de se atacarem os principais focos de onde saem as diretrizes para
destruição sistemática do
Brasil.
Walter
Magnussen, dono de uma das maiores siderúrgicas do país e grande exportador de produtos acabados em aço,
indagou “porque não fazemos como os
militares que possuem um pequeno grupo num quartel, e também nos quartéis
generais, que chamam de Estado Maior e que decide e pensa tudo?”
“Ótima ideia”,
disse Lindolfo, um dos maiores produtores de cana-de-açucar
e álcool do país, que tinha sido oficial R/2 e conhecia bem o estamento
militar.
Discutiram durante todo o resto da manhã e
formataram a ideia de Magnussen, constituindo um grupo pensante e diretor.
E, na parte
da tarde, esse grupo se reuniu separadamente dos outros e tomou as primeiras
decisões de realizar ações para neutralizar os líderes e mentores
da baderna que estava o país e contratar o porta-voz. Uma das primeiras tarefas, também, seria contratar uma empresa estrangeira
especializada em head
hunters, para localizar e contactar um líder para essas operações, enquanto
isso formatariam o plano de execução. Foram unânimes na contratação de Valério
Boasorte, um dos mais importantes jornalistas televisivos do país e recém demitido
da Rede Globo.
“Pagaremos o que for preciso, disse
Telmo Godolfin. Tenho a certeza que aceitará, pois é dos nossos. É coerente, competente,
honesto e decente. Pelo menos acho.”
E
decidiram, de forma unânime, que
fariam um levantamento desses líderes
esquerdistas , por setor, levantamento este, também
solicitado a empresa estrangeira que buscaria os líderes para a empreitada.
Eram 3
horas da tarde quando voltaram a se reunir com todos o grupo e comunicar a
decisão, articular um fundo para sustento financeiro e apontar os alvos.
Mansueto
Pontatierra, militar reformado da Marinha, que foi Comandos Anfíbio dos Fuzileiros Navais, era um
que tinha fácil trânsito com a classe militar e
encarregou-se de dar formato de execução ao plano, sem antes exigir o mais
profundo sigilo de todos. Eram homens responsáveis e nem era preciso exigir isso, comentou um
integrante do grupo.
Três meses depois,
chega a Adolfo o resultado da prospecção e do levantamento estratégico feita
pela empresa e também uma solicitação de consulta por parte de Pontatierra.
Adolfo já sabia o que
era e pediu o comparecimento, no seu endereço, de mais dois integrantes do
grupo. O plano era detalhado e , de cara, solicita a constituição de 4 grupos
para execução das tarefas. O Estado Maior” precisava ser reunido. Era chegada a hora da execução e
limpeza do Brasil.
Rapidamente
os empresários se
reuniram e decidiram, a partir do relatório e
propostas de Pontatierra, seguir as determinações propostas pela empresa de
prospecção e contactar líderes também no
exterior.
O ENCONTRO
O coronel
Eduardo K. decidira ir á praia para
esmaecer após uma semana trabalhosa no Curso de
Comandos e de Forças Especiais do Exército. Era um solteiro convicto e
tinha sua vida plenamente resolvida.
Copacabana
estava em festa com Sol alto, muito quente e céu sem vento
e limpo, indicando “céu de
brigadeiro”, ótimo para
aproveitar bem o dia, sem preocupações, apesar do risco diário e domingueiro de enfrentar
arrastões e trombadinhas na praia , no calçadão da mais famosa praia do mundo. Mas o visual, o ar marinho que vinha para a
areia e calçada, dava alentos para resistir. Embora ele se garantisse.
Sempre que
o cansaço fisico e mental desejava bater á porta desse brioso cidadão, ele embarcava num avião de
carreira em Goiânia e se
dirigia para o Rio de Janeiro, onde ainda tinha bases familiares e de amizade.
Era seu refúgio. O
descanso do guerreiro.
Sempre
dizia que nada melhor do que uma boa e irresponsável praia, mesmo só, para
recuperar seu prumo. Um fim de semana de tempo bom e de bom visual, sempre dizia,
era suficiente. Ficar horas e horas sentindo calor bater no corpo e admirando o
visual e o bater das ondas na areia era
um relax sem preço, recuperaria os tempos de frio intenso , que passaram
diversas oportunidades nos cursos que frequentara.
Mas aquela
semana seria diferente, pois lhe concederam uma semana de folga! Não
sabia porquê.
Integrava e
chefiava a equipe de instrutores do Destacamento 1 dos Comandos do Exército. Sua
vida inteira fora dedicada aos Comandos e aos Forças Especiais. Pedira aposentadoria
do Exército a poucos anos, mas continuava vinculado áqueles cursos que lhe deram formação
especializada, grandes amizades e experiência, ministrando
aulas de técnicas especiais de tiro e planejamento de ações rápidas. Sempre estivera na linha de frente da
instrução militar especial e a burocracia não lhe aprazia. Tinha um contrato de
prestação de serviços como instrutor com o Exército para
repassar seus conhecimentos aos futuros Comandos e Forças Especiais. Também fazia
parte do grupo de instrutores de um clube de tiro da cidade com ligações em
todo o país. Era
reconhecido por sua competência. Sempre dizia que era um
Comandos inativo, como um vulcão
havaiano!
Sabia
que não tinha vida própria e a qualquer
momento poderia ser chamado para atuar em qualquer lugar do Brasil. Sempre
estivera pronto desde que abraçara esse ramo da sua profissão militar para
cumprir missões sem questionamentos e hesitação.
Era
discreto, quieto, e poucos sabiam que era militar e muito menos integrante de
um destacamento da elite de combate. Apenas na praia, sua formação musculosa
denunciava sua forma física. E sua
saúde era ponto de
honra, pois tinha de estar bem, e pronto,
a qualquer hora e dia.
Na vida de
instrutor de um curso militar, sua atividade era intensa. Chamavam-no de
coronel, pois fora o posto que deixara ao aposentar-se no Exército.
Vivia
entremeado com treinamentos físicos e técnicos de
lutas, armamentos, planejamentos e reconhecimentos de áreas para ações rápidas e decisivas. Passava sua experiência.
No meio da
manhã, na praia, chega ao seu encontro , um amigo de longa data, que fora seu
colega desde os bancos escolares do Colégio Militar de
Brasilia até a Academia Militar. Jofre, não seguira o
amigo no curso de Comandos nem no de Forças Especiais. Preferira a linha de
Informações e estava na ativa lotado no gabinete do Comandante do Exército.
Sempre
conversando amenidades e relembrando tempos escolares, Jofre relata ao amigo
que viera ao Rio de Janeiro especialmente para falar com ele. Disse que estava
, a aproximadamente duas semanas, sendo acompanhado pela Segurança de uma
empresa internacional. Era uma missão que lhe fora dada diretamente por um
grupo de civis patriotas, amigos do Exército e do país, interessados em colocar o Brasil
nos trilhos e estava de posse de uma mensagem endereçada a ele.
“Gente séria, capitães
de indústrias,
patriotas, responsáveis,
grandes formadores de opinião e movimentadores de fortunas diariamente” afirmou Jofre.
Com a
finalidade precípua de
desviar atenção, foram para um motel na zona norte do Rio de Janeiro num carro
alugado por Jofre.
Este levou
um aparelho para testar se havia qualquer ligações de aparelhos de escuta,
observação e gravação no interior da habitação que ocupariam. Era seu
metier.
E de luzes
meio apagadas, Eduardo é informado que fora escolhido para ser o
comandante de uma operação na qual receberia recursos, para a operação e para
si, através de uma
conta secreta no exterior e seu contato seria apenas o seu amigo Jofre. Seria
muito bem recompensado. Receberia as tarefas paulatinamente no quartel do
Destacamento de Comandos em Goiânia, mas
por fora do caminho normal das correspondências. Não
precisaria procurar seus interlocutores: seria encontrado, onde quer que fosse,
para que fossem repassadas as mensagens.
O grupo não
possuía militares, apenas
Jofre e ele, que foram recrutados por
uma equipe internacional de busca de head hunters. Jofre informa ao amigo que não sabe como o
nome do amigo estava nesse esquema,
e por seu turno nada sabia. Só
sabia que era um grupo importante e influente na indústria brasileira e teria a
retaguarda jurídica que
precisasse, caso ocorressem problemas. Já tivera exemplo disso com um membro, que se viu envolvido
com uma turma dos Direitos Humanos e a
bandidagem carioca.
Afiançou também que não
teria problemas no Exército. Teria ainda apoio operacional cerrado de
ex-integrantes de um grupo Kidon do Mossad, israelense.
Ao ser
mencionado o Kidon, Eduardo sentiu um calafrio e entendeu o tipo de missões que
lhe seriam confiadas.
O
PRIMEIRO ALVO
O tempo
passou e nenhum contato foi feito com Eduardo.
Um dia
muito quente e seco, a procura de um sapato e passeando no Shopping de Goiânia, foi abordado por uma mulher,
que dizia conhecê-lo da sua cidade natal. Era uma mulher linda, vistosa,
muito bem vestida, e de gestos e atitudes bem discretas, que ele já havia visto recentemente em diversas
oportunidades.
“Você não é o João Dias das Marcas Registradas?”perguntou
“Não, pareço
ser ele?”respondeu
“Sim, e muito” e engataram uma conversa que se
estendeu pela tarde, regada a café e água mineral.
Estavam num
pequeno bistrot e foi fácil o
encontro. O local era pequeno e os clientes ficavam bem próximos. Após o rápido diálogo, sentaram numa mesa fora do
recinto, e bem mais distante das outras pessoas. Desfeito o equívoco, conversaram.
Ela dizia
chamar-se Laura e professora de línguas. Conversaram muito e no meio dessa conversa, Laura
chamou-lhe de coronel.
Eduardo
, que já estava com
segundas intenções e surpreendido com a desenvoltura da bela moça , mais ainda
quando ela começou a falar coisas de sua vida militar passada e recente. Sabia
onde ele andou e andava recentemente. Sentiu que não adiantaria falsear para
ela. E ela sabia
que o militar era sincero e positivo. E não mentia.
O capitão começou a ficar
desconfiado, porque que já a havia visto diversas vezes bem próxima e fez
menção de retirar-se, sem antes marcar novo encontro. Com sua formação militar
sempre se precavia desses contatos fortuitos.
“Quem era e o que queria essa mulher?” se perguntava Eduardo.
Porque me
segue a dias? pensava o capitão? que interesse será?
Até que ela disse que
tinha uma mensagem para ele, mas o envelope não deveria ser aberto em público.
O coronel
deu um largo suspiro como a entender toda jogada. A moça o seguia, segundo seu
instinto, para certificar-se de que era
ele mesmo e ciente disso, entregaria a mensagem. E assim se deu o desenlace.
Foi até o banheiro
do Shopping e quando voltou não encontrou mais sua parceira.
“Puxa, não fiquei com
nenhum dado dela, mas não tem problema, quando quiserem me acham, não vou me
preocupar agora”, pensou
Eduardo e foi para casa. Quando lá chegou, encontrou na caixa do correio um telefone celular
com acessórios , um número e uma recomendação para só usar em
caso de contato. Não dizia para quem, mas o capitão entendeu.
O envelope,
bem enrolado com papel bolha, tinha duas folhas e numa constava o número da conta senhas e para contato
com datas de validade; na outra : “ENTRAREMOS EM CONTATO. AGUARDE”.
A vida
continuava e a expectativa de receber uma missão não assustava o capitão, pois sempre fora
preparado para ações fora da rotina, que exigissem tudo de sua inteligência,
técnicas e saúde.
Estava de
bem com a vida, tinha bom relacionamento com seus amigos e não tinha desafetos,
pelo menos acreditava. Não tinha namoradas nem companheiras muito menos se
juntava a turmas para festas. Apenas se relacionava com amigos e amigas que
compartilhavam seus gostos e anseios.
Com todo
cuidado abre o envelope em casa. Dentro também constava
duas folhas, sendo uma com cinco nomes, secos e sem referências
nenhuma, telefones e códigos para
contatos. Na outra, a observação que o mesmo contato o procuraria
oportunamente.
Eduardo
sentia que estava sendo preparado para agir, a expectativa era grande.
Os cuidados
com a saúde,
principalmente a mental, se avolumavam. E os cuidados na rua também. Seu tino
de segurança individual estava sendo colocado á prova, assim como meus nervos e equilíbrio psíquico.
Quase ao
entrar no seu prédio, uma loirinha linda tipo mignon e de cabelo tipo
Joãozinho, de roupas de ginástica, lhe chama atenção. Ela já estava, pelo menos
parecia, meio assustada, pois Eduardo a seguia desde o Shopping. Iam na mesma
direção e não sabiam. E entram no mesmo prédio: eram vizinhos de porta e não se
conheciam, pois seus horários eram
bem diferentes. Começaram a rir quando se identificaram como moradores no
elevador e Rita, assim se chamava a moça, foi convidada a tomar um suco no
apartamento de seu vizinho.
A moça pensou que seria
assaltada, mas desfez-se em gentilezas ao descobrir seu engano. O coronel também
desculpou-se pela coincidência.
Passaram o
resto da tarde conversando e Rita impressionada pela sinceridade de Eduardo,
disse-lhe que era viúva e dona
da academia de ginástica do
Shopping. Além de ser instrutora de artes marciais e faixa preta-5º Dan-de Karatê. Seu
marido fora assassinado na frente do Shopping onde moravam, vitima de latrocínio.
“Ah, foi aquele assalto a noitinha no
carnaval ano passado?” falou
Eduardo
“Sim” respondeu Rita. “Até hoje pareço
ouvir os tiros e depois meu marido caído. Os bandidos passaram correndo pela portaria do prédio, e
foram logo apanhados pela polícia. Fiquei
administrando a academia e sobrevivendo. É isso aí.”
Tornaram-se
amigos e seguidamente tomavam café juntos no Shopping ou no apartamento
de um dos dois. Tornaram-se bons amigos.
A PRIMEIRA TAREFA
Certo dia,
ao chegar no edifício, foi
informado que tinha uma visita lhe esperando. Essa se identificou como parte de
Jofre e lhe entregou um envelope com a recomendação de só poder ser
aberto em local restrito e retirou-se com um até logo.
No
envelope, constavam novos contatos, três dossiês, entre
eles uma ressalva de como deveriam ser utilizados e os nomes dos três primeiros
alvos para eliminação: três ministros do STF, que libertavam
políticos e doleiros
ligados aos partidos marxistas, especialmente o PT, a toda hora, afrontando a ordem jurídica e ao povo ordeiro e
trabalhador, revisando e dando novas resoluções a decisões já tomadas pela mesma Corte. Parecem que desejavam um Brasil
incendiando-se. Afrontando e desprestigiando, inclusive, a maior operação desencadeada contra a
corrupção no Brasil. A bagunça
jurídica e desobediência civil, parece que era o que desejavam.
Eduardo fez
um estudo detalhado e chegou a conclusão que teria que contar, já nessa primeira ação, com o apoio dos
colaboradores do Kidon.
Foi atrás do envelope que recebera e fez os
contatos necessários.
Marcaram uma reunião, que na realidade, foi durante uma corrida de rua de
Eduardo com um dos kidon. Definiram o plano de execução, materiais necessários, coordenaram suas atividades e
6 dias depois explodiam dois carros que levavam os ministros para casa no Eixo
Monumental de Brasilia. Terceiro
ministro também teve seu carro explodido, no mesmo dia, mas próximo onde o
ministro residia no Lago Sul. Os carros, que eram blindados, foram quase
pulverizados pela força dos explosivos acionados á distância. Vários carros que passavam perto foram atingidos pela
explosão, mas sem mortes, com exceção dos ministros, seus motoristas e
seguranças.
Os restos
dos ministros Frederico Dias e de Wladimir Lewis foram estraçalhados. A potência
explosiva foi muito bem calculada para não afetar o entorno, lançando os carros
a mais de 20 metros de altura.
A imprensa
esquerdista caiu logo encima incriminando as Forças Armadas e foram rechaçados
de forma violenta pelos Gabinetes dos Comandos militares, gerando enorme
desconforto no governo ante a atitude agressiva e violenta, mas defensiva, dos
militares, mais uma vez acusados do que não fizeram.
Pela
primeira vez na história as Forças
Armadas, os Comandos Militares, e não o Ministério da
Defesa, entraram na Justiça contra essas agressões e acusações da imprensa e
OAB. Jornalistas e veículos
de informação foram nominalmente processados. De forma rápida e precisa.
A reação
popular foi espantosa ante a eliminação daqueles que enxovalhavam a Justiça
brasileira com suas decisões esquerdistas. Os comentários nos jornais foram na direção de
uma avalanche de radicalismos de direita que invadia o país.
“É a volta
da ditadura” bradavam os
mais influentes meios de comunicação, mas não encontravam eco na ação saneadora
dos atentados.
No STF,
essas ações tiveram um efeito devastador com a incrível volta da razão jurídica nos
julgamentos e fim dos julgamentos políticos fora da Constituição. A ordem jurídica, pelo menos temporariamente,
parecia ter voltado na mais alta Corte da justiça brasileira.
As polícias, em todos os níveis , noticiava-se, já estavam no encalço dos causadores
dos assassinatos, mas não sabiam que eles já estavam longe do Brasil.
Ocorriam
manifestações de apoio ao ato em todo o Brasil.
Enquanto
isso, Eduardo já planejava
uma nova operação contra um ex-guerrilheiro marxista, Jeff Durante, presente em
quase todas as ações esquerdistas nos últimos anos. Era um alvo difícil, pois é um agente
formado em Cuba no serviço secreto e tinha forte penetração em diversos setores
da imprensa, política e
movimentos sociais e era resguardado por forte esquema de segurança de mercenários cubanos. Sua defesa parecia
intransponível.
Mas nada
que os kidon não pudessem vencer.
E assim foi
feito.
Passavam-se
os dias e o grupo que colhia informações sobre o alvo não apresentava
resultados.
Eduardo
tomava suco com Rita no apartamento quando recebe uma ligação cifrada no
telefone para contatos. Seria contactado na rua e lhe passariam uma mensagem.
Não lhe disseram onde e a única
recomendação era ir ao Shopping a pé a partir das 14 hs.
Recebe a
encomenda e segue rápido para
casa para decodificar a mensagem.
A
informação tratava de um encontro de ex-guerrilheiros de 1964, a alta cúpula, na Rua das Hortências, 98.
Uma casa de esquina de difícil
abordagem por possuir ótima visualização
externa com um galpão no pátio para festas e uma piscina.
Os informes
davam a direção que a reunião seria á noite. Jeff Durante, o maior estrategista esquerdista,
que estava em liberdade condicional, liberado por juristas amigos do STF,
estaria lá. Já se sabia
que, desde a cadeia, ainda continuava a comandar a esquerda.
A equipe de
informações deslocou, então, para as proximidades, uma Van disfarçada em food
truck aparelhada com sensores de som e visão noturna e no ar, um pequeno
drone, monitorava o local, também com sensores de visão noturna.
Acompanhavam a operação, outros dois drones com potentes explosivos, que seriam
ativados em hora oportuna e estavam a grande altura. Invisíveis ao olho humano.
Não dava para perder tempo. No final da tarde, os
componentes da Van já começaram a notar
aumento de atividades em torno do galpão e ativaram os drones para identificar
o grupo e o alvo principal já
estava na área. Foi
identificado um pequeno fogão a gás operado por uma mulher. Algumas pessoas sentavam em sofás ao redor de uma mesa bem no centro
do galpão e pareciam ser as mais importantes da reunião.
O drone
principal identifica Jeff Durante e marca e repassa, com seu GPS as coordenadas
aos drones com explosivos, mas o foco, principal era o fogão a gás, explodindo-o, para tirar a
conotação dos mísseis.
Escurecia e
, como para facilitar o trabalho de identificação dos drones mesmo tendo
sensores infravermelhos, as luzes do local são acesas, facilitando o trabalho.
A gravação pelos drones , e pela Van,
informava que a reunião tratava de formalizar adesão a um candidato esquerdista
, traçar estratégias contra o candidato de direita,
comemorar aniversário de Bell
Almeida, outro guerrilheiro de 64 e ativo membro da política esquerdista. Apurou-se que ás 20 hs ocorreria uma salva de fogos
de artifício. Quem
conduzia a reunião era Jeff.
Eduardo
coordenava as ações e acompanhava tudo esperando momento para atacar. Todos
foram informados dessa queima de fogos e determinou-se aquele horário para desencadeamento da operação.
Mapearam
todos os locais de lançamento dos fogos registrando-os nos drones que continham
os mísseis.
As imagens
dos drones estavam bem nítidas e
Eduardo já havia
combinado sinal para desencadeamentos das explosões.
Na hora
marcada, os fogos começam a pipocar iluminando os céus e
imediatamente saem, do céu aberto, na direção do galpão duas
trilhas de fumaça. Tudo foi precedido por uma pequena explosão do botijão
de gás seguido pelas dos
mísseis enviados
pelos drones. Não ficou pedra sobre pedra na região do galpão e da
piscina.
A essa
altura a Van já estava
longe monitorando as ações desencadeadas e todos os integrantes do grupo a
salvo.
Mais uma
missão cumprida a contento.
Já em casa, depois de
destruir os envelopes que recebera, Eduardo revê,
mentalmente, seus planejamentos como instrutor do Curso de Comandos e de Forças
Especiais. Tinha reconhecimentos, viagens, para o Pantanal e selva amazônica. Teria de fazer os contatos
para a fase final desses curso e necessitavam de sua presença.
OS
ALVOS DO GRUPO 2
Kurt
Waltzin e seu irmão Odin, colonos gaúchos descendentes de pais russos e ucranianos, ainda
tinham parentes na Ucrânia. Estes
eram sobreviventes da recente guerra contra a Russia e se tornaram
guerrilheiros ativos. Tornaram-se soldados mercenários na causa contrária a dominação comunista e já haviam atuado em inúmeros países até na América
Central.
Os dois
irmãos vieram para o Brasil para fugir das guerras e escaramuças que passaram,
mas não haviam perdido o faro para detectar ações dos seguidores de Karl Marx.
Estavam no Brasil vivendo como pequenos agricultores, mas não esqueciam seu
passado recente nem suas especialidades: a ação subterrânea. Sofriam com as ações do MST na
sua região.
Seus dotes
guerreiros chegam ao conhecimento de Christof, mercenário belga contratado pela empresa
americana de caça hunters para a operação, e são
formalmente contactados. Esse mercenário fora do sistema de informações do seu país e possuía grande experiência em
recrutamento. Tempos depois, Kurt e seu
núcleo recebem uma
tarefa: eliminação de dois alvos no Rio Grande do Sul. Um rural e outro
citadino. Dois líderes
esquerdistas que literalmente “tocavam o
horror”nos seus
domínios com suas ações
de fomento, apoio e execução ao movimento comunista internacional e suas garras
no Estado e no País.
O primeiro
alvo escolhido, pelo grupo foi o citadino: Antenor Mantas, militante dos
direitos humanos que só atuava na defesa de
guerrilheiros, tendo conseguido “diploma” de inocentes a muitos, assassinos,
assaltantes de bancos, contumazes destruidores de bens públicos com explosões, e livrou-os da
cadeia, ainda foram aquinhoados com polpudas indenizações por sua ação(
de Marcos) deletéria.
Ele, com
barriga acentuada pela falta de exercícios e sedentarismo, costumava
passear com a sua mulher nos arredores de sua residência
regularmente no centro da cidade.
Num
passeio no centro da capital, Kurt senta-se para tomar um refrigerante num bar com a
finalidade de minorar o efeito do calor escaldante do verão gaúcho, e nota que um cidadão ao seu
lado começa a chorar. Era um homem humildemente vestido que estava muito
entristecido. Parecia ter mais do representava, uns 50 anos, mas suas mãos
calejadas denunciavam mais.
Ele olhou
para Kurt e disse-“Tu conheces
aquele homem bem vestido que está tomando cerveja ali na frente?”
“Porque conheceria?”respondeu Kurt.
“Pois é,
prosseguiu o homem, ele matou o meu pai e destruiu minha família em 1965. Meu pai era vigilante
de um banco e foi assassinado a sangue frio de joelhos com um tiro na nuca por
ele, na frente da agência onde trabalhava. A minha mãe ficou viuva para cuidar
de três filhos pequenos, eu era um deles, o menor. Ele é Antenor
Mantas. Ganhou polpuda indenização por esse ato, mais por ter sido ferido pela
polícia quando era
perseguido logo após o assalto e assassinato. Hoje é um dos mais
ferrenhos defensores dos direitos humanos. A minha família nem condolências
ganhou. Apenas um dinheiro do banco que pouco durou, segundo minha mãe.” Falou o homem que disse chamar-se
Valdeir Roth da Rosa.
Era esse o
alvo citadino do grupo de Kurt, que agradeceu ao homem e pagou-lhe uma cerveja.
“Sempre venho nesse bar e encontro esse bêbado e me
digo que tenho de fazer algo para reparar o dano que ele causou a minha família, mas não tenho coragem e hoje
tenho pena dele”, mais uma
vez se pronunciou Valdeir.
“Fique tranquilo que um dia ele vai
encontrar quem o faça pagar isso” falou Kurt e despediram-se.
Imediatamente
Kurt ligou sua memória e gravou a imagem e o local. Se o alvo
sempre vinha ali era questão de acompanhamento e partir para cumprimento da
missão.
Muitos
donos de bar e garçons já
o conheciam pela frequência assídua. Principalmente pelos “porres” que tomava á noite. Sempre era carregado aos táxis que o levavam
para o apartamento.
O grupo de
Kurt integrado por mercenários
ucranianos e alguns da comunidade russa do Paraná e do norte do Rio Grande do Sul, passou a
monitorar Antenor, que caiu de mão beijada no visual
do grupo de Kurt. Ainda não tinham decidido como seria a ação final, mas todos
já estavam cientes dos
costumes quase diários do
alvo.
“Esse vai ser fácil”relatava Brno, um
ucraniano descendente de kosovares, sempre ávido por uma vingança.
Antenor,
ex-integrante do VAR-Palmares, grupo esquerdista adepto da violência
revolucionária e que
realizou inúmeros
assaltos, sequestros e assassinatos na década de 70 passada,
era a ponta do iceberg de infiltração marxista nas escolas, notadamente nas
primárias, e vivia como
um nababo com o volume de recursos que recebia dos processos de indenizações, de todo tipo, que
ganhava em favor de seus amigos da revolução marxista. Só
o Estado e suas vítimas eram
lesadas. Passava a imagem de um professor aposentado. Era o maior
líder dos sindicatos
na área do ensino.
Fazia e acontecia. Era personagem importante no meio.
Vivia com
Martina, uma búlgara
marxista tão radical que só usava roupa de
baixo e casacos vermelhos. Dizia que era para não esquecer o que a sustentava!
Quase toda noite levava Antenor de arrasto, quando não carregado, dos bares até o
apartamento onde moravam, no centro de Porto Alegre.
Numa dessas
noites, é levado desfalecido para casa.
“ Daqui a pouco acorda da borracheira.
Deixem-no assim mesmo. Paciência, diziam as pessoas que o
levaram. É toda noite assim!”comentavam
os garçons.
Só que Antenor
não acordou mais. Havia sofrido um brutal e violento ataque cardíaco e ficou deitado sobre a mesa na
calçada.
Odin, que
passava por perto, quando os paramédicos do SAMU o atenderam e
comprovaram o óbito, fez um sinal de positivo para Kurt,
que agradecia ao garçom.
“Já sei o que ele está agradecendo. Essa foi sem dor, deu
tudo certo” pensou.
Mais um lixo comunista se foi”.
A AÇÃO RURAL
Cumprida
essa tarefa, Kurt e Odin retornaram ao interior para cumprir a segunda tarefa:
a eliminação do mais importante líder sem terra e pivô de toda insegurança no campo e nas
periferias das cidades brasileiras, com destaque para o Rio Grande do Sul e
Mato Grosso do Sul, berços do agronegócio
brasileiro. Seguidamente debochava da classe do agronegócio e
preparava e executava invasões destruindo propriedades e bens móveis e
imóveis.
Tinham de
cumprir uma quarentena voluntária para
não se expor de graça nem chamar a atenção.
Como agricultores, pobres, sabiam das
dificuldades de trabalhar devido á ação do MST.
Imensos
prejuízos eram causados
ao agronegócio, carro chefe da economia brasileira,
chegando-se ao ponto de destruição de propriedades-modelo e
morte de centenas de animais, gados de corte e preservação genética, com
raça genética de
elite. A insegurança revolucionária era levada ao campo
contra agricultores completamente indefesos.
Eles
conheciam todas as propriedades em torno da vila que vivia Martino Suchads, o líder rural. Prática executada no
movimento, sua segurança era provida por cercas elétricas
fortificadas, fossos e um cordão de casebres de sem terras fanatizados e
responsáveis pela
segurança aproximada. Difícil chegar
lá sem ser
reconhecido. Tinha-se farto material levantado pelos drones, vistas aéreas, mas
por terra ninguém conseguia se aproximar. Uma fortaleza no campo. Diziam,
sem confirmação, que possuíam armas de
grosso calibre.
Era preciso
mais gente e Eduardo colocou o grupo kidon no apoio.
Não era possível infiltrar-se por causa do
excessivo patrulhamento e controle exercido dentro e nas proximidades da
fazenda. De veículos,
então, era impossível pela
quantidade de fossos que prepararam. A pé, nem pensar.
Então
decidiram promover um incêndio generalizado no pasto e mata
que cercava o local, gerando muita fumaça para permitir a entrada de uma equipe
de eliminação.
E assim foi
feito.
No final da
tarde, dois pequenos aviões pulverizadores, borrifaram grande parte da
vegetação, que cercava a área alvo
com óleo queimado misturado com gasolina e depois atearam
fogo. Antes, a ação dos pulverizadores não despertou suspeitas maiores, pois
espalhava papéis de propaganda eleitoral de um candidato comunista. os
pequenos aviões também faziam acrobacias e geravam fumaça.
A área ficou com visibilidade quase
nula durante boa parte do final da tarde e depois anoiteceu dificultando mais
ainda.
Drones
monitoravam o movimento e redes de comunicação. A confusão era geral. O líder estava confinado na casa
central. Era a hora dos grupos kidon entrarem em ação.
Quatro
kidon entraram no acampamento arrombando a cerca com um carro preparado para
tal e se dirigiram para o núcleo
central, que parecia já estar
esperando a invasão. Drones detectam a fuga de um pequeno grupo
de pessoas da casa principal e os atacantes se dirigem ao seu encontro. No
meio estava o líder, que
foi sumariamente executado por um kidon, que rapidamente saiu da área. O grupo de eliminação não caiu na
armadilha dos sem terra que era, supõe-se, fazer que aos
atacantes fossem ao encontro do outro grupo, fortemente
armado, que se evadia por uma rota aparentemente sem importância e totalmente encoberta por
vegetação, mas detectada pelos drones,
enquanto um menor saía por outra.
A importância dos drones nessas operações foi
fundamental. Os kidon detectaram que a língua mais falada durante o pânico e fuga era o espanhol. O mesmo
foi detectado pelo drone que monitorava com sensores em média altura,
que confirmava o assessoramento dos cubanos.
Ressaltar
que os sem terra tentavam abater os drones com armas de caça de dois canos e
potentes. Não conseguiram, pois eles foram rapidamente colocados a uma altura
maior e recolhidos á base.
A
ARRASTÃO EM
COPACABANA
Fora
ativado mais um grupo de execuções com a finalidade de não concentrar as ações
e disseminar por outros grupos, dificultando a ação da polícia.
Matt, um
mercenário
americano com grande experiência em guerras no Oriente Médio e África, especialmente em atividades
antiterrorismo, reunia um grupo, todos ex-boinas verdes, também mercenários com larga experiência em
combate, para neutralizar um alvo: um ex-governador marxista e líder subterrâneo de toda atividade da esquerda no
país.
Vivia no
Rio de Janeiro, bem longe de sua terra e livre do assédio da
imprensa. Surfava livre e solto em toda atmosfera política carioca, podendo articular suas
ações sossegadamente. Era só praia, passeios no
calçadão de Copacabana,
contatos olho no olho no escritório, tudo bancado
pelo polpudo salário de
ex-governador. Era ele, a mulher e um cachorrinho poodle branco. Tinha dois
seguranças cubanos a lhe vigiarem os passos.
Carlos
Sobrinho não saia de casa em dias de futebol na TV. Naquele domingo, a TV
aberta iria transmitir para todo o Brasil um jogo entre os maiores times do seu
Estado. Não torcia para nenhum, o seu clube era um terceiro, mas teria de
prestigiar seus conterrâneos. mais
uma vez não saiu de casa. Empataram, e Carlos ficou contente.
O Rio de
Janeiro também estava em festa com mais uma final de campeonato entre
Flamengo e Fluminense. Copacabana e Laranjeiras pararam para assistir o clássico.
Terminados
os jogos, o povo festejava e Carlos sai com seu poodle para passear no calçadão da mais famosa praia do mundo.
A praia
estava cheia de gente co0mo sempre nos fins de semana
ensolarados. Música,
bicicletas, vendedores ambulantes, vendedores de bugigangas, bebidas, salgados,
sucos, uma feira ambulante de quadros e antiguidades no calçadão e areia.
O Sol caía, a noite se avizinhava, bares começavam a encher e as pessoas
começavam a abandonar a praia.
Carlos
encontra Cintra, o Bagre Véio, seu amigo e morador da cidade a
mais de 30 anos. Já era um
carioca. Isso podia se ver por sua indumentária: chinelo de dedos, camiseta regata, bermuda e só
um documento de identidade. Claro, levava um dinheiro para a cervejinha.
Andava
sempre preocupado com a segurança, mas nunca fora assaltado como a maioria da
população carioca de Copacabana e a da zona Sul. Sempre desconfiado e alerta,
dizia. Carlos, dizia que confiava no seu taco e não se preocupava. Estava bem.
Bagre sempre retrucava e dizia que quem não estava bem era o Estado, que ele
deixara falido e sem possibilidades de contrair qualquer empréstimo para
minorar seu sofrimento financeiro, a começar pela impossibilidade absoluta de
pagar os salários em
dia, porque ele tinha limpado o cofre e comprometido o orçamento por muitos
anos a seguir. Todos os investimentos em todas as áreas ficaram comprometidos e
inviabilizados. Carlos não demonstrava um pingo de arrependimento do que fizera
no governo do Estado, pois passeava livre e desimpedido da ação do Tribunal de
Contas do seu Estado. Da Assembleia Legislativa, ele, quando se referiam, dava
uma gargalhada e procurava mudar de assunto.
Bagre
decide ir embora deixando Carlos falando sozinho no calçadão.
Na hora de
se despedirem, uma horda de gente rapidamente, vinda da favela, que fica no
bairro, se aproximou e sentiram que era
um arrastão. Passaram por ele levando tudo, de forma até violenta, o
que podiam dos pedestres e banhistas que saiam da praia. Gritaria, correria, pânico generalizado.
Cessado o
arrastão, notou um pequeno aglomerado na beira da calçada e perto da areia.
Havia um corpo estendido no chão. O corpo ainda segurava um cachorrinho pela
coleira. Era Carlos esfaqueado na altura do tórax. Um
corte muito grande e muito sangue em volta. A Polícia chega logo, mas Carlos já estava morto.
O CLIMA
NACIONAL
O clima político nacional, após a série de
assassinatos de líderes
importantes da esquerda, ficou mais tranqüilo.
As polícias ainda continuavam perdidas em
relação a busca de indícios dos assassinatos. Os mais contumazes dilapidadores
do Erário e os
doutrinadores marxistas parece que se esconderam.
O Congresso
, com a esquerda amedrontada e sem a ação dos contumazes esquerdistas que
tumultuavam as pautas, votou importantes
matérias, praticamente sem votos contrários e vetos, abordando temas sensíveis como a distribuição de recursos
por parte do TSE para os partidos, cortando praticamente tudo, obrigando os
partidos a buscar outras fontes, que não o dinheiro do contribuinte para
sustentar campanhas eleitorais, tirando da educação, segurança ou saúde.
Os
deputados e senadores passaram a ser mais comedidos nos seus gastos autorizados
e muitos foram cancelados, como as verbas de gabinete, auxilio de saúde, alimentação e moradia,
correspondência e paletó, verdadeiros
acintes.
No Senado
cogitava-se, fortemente, a cassação de três ministros do STF, que, após as
explosões dos carros, passaram a dar seus votos sem o tom político e bem afinados com a razão papular. Após forte pressão popular, Paulo Freire foi retirado da figura de
patrono do ensino brasileiro e sua doutrina educacional banida dos bancos
escolares. Foi feita uma ampla reestruturação do ensino dando ênfase á meritocracia e colocando-se
barreiras a serem ultrapassadas pelos abrigados nas cotas dos mais diversos
tipos.
O Brasil
passou a fazer acordos com países democráticos e desenvolvidos aumentando sua
liderança na América do Sul e ainda reestruturou o Acordo do Mercosul,
tornando-o de fato, mais democrático e
abrangente, livrando-se do jugo socialista.
Dentro desse
clima , o Congresso alterou a forma de preenchimento dos cargos de ministros
nos tribunais superiores e isso se refletiu na esfera estadual principalmente
nos tribunais de contas.
A imprensa,
que silenciara ante os desmandos do STF, cessa, como por
encanto, a perseguição aos militares e passa a noticiar com mais destaque e
policiar jornalisticamente os projetos das esquerdas de destroçar o
Brasil, divulgando quem as propõe com acompanhamento cerrado aos congressos do
Foro de São Paulo , divulgando abertamente suas decisões e os
votos e posições dos participantes brasileiros, algo que era proibido aos não
participantes do evento, pois era evento fechado ao público e a imprensa.
O Governo
Federal entrou com reclamação nos foros e tribunais internacionais contra as dívidas dos países do Foro ao Brasil, gerando
enorme descontentamento dos países
devedores sulamericanos, do Caribe e da África, todos marxistas. Negócios e
acordos com esses países foram
sumariamente cancelados.
Uma nova
política indigenista
foi aprovada e cancelada a decisão nacional de apoiar a Declaração de
autodeterminação dos povos indígenas na
ONU.
Foi
regulamentada uma nova política
de ocupação de terras sendo que MST foi declarado fora da lei nas suas atitudes de
invasão de terras ocupadas. O mesmo procedimento foi adotado em ocupações
de espaços públicos nos
centros urbanos. Estas, e muitas outras medidas saneadoras, foram aprovadas com
forte aprovação popular.
Uma onda de
moralização atingiu todos os brasileiros em todos os setores a começar pelo político, sendo que, muitos dos
envolvidos em negociatas e malversões contra o Erário nacional, tiveram seus bens, propriedades, carros
atacados pela população enfurecida.
A Nação parecia
encontrar uma nova direção rumo ao seu futuro, por fim, apesar de alguns
exageros, como a violência contra os políticos.
O Congresso
passa a enquadrar o STF neutralizando a maioria de suas decisões,
particularmente as monocráticas.
Um novo
clima vigorava no país seguindo
o lema do presidente americano Trump, mas Brasil primeiro!
Dentro
desse clima, o candidato de direita que defendia todas essas manifestações e
atitudes era perseguido pela imprensa e
por parte do STF, que ainda mantinha uma
absurda “condenação”por racismo e homofobia, jogando para
o alto a independência das declarações parlamentares.
Mas ainda
faltavam duas tarefas a serem cumpridas e Agildo, Junio Bastos e Petrus Silva
sabiam.
Mesmo com o
sucesso das operações até agora, Eduardo K. foi acionado para cumprir
as duas últimas
tarefas e limpar o Brasil.
AS DUAS ÚLTIMAS TAREFAS
A tarefa de
Eduardo K. não estava completa.
Desta vez
reuniu-se diretamente com o “Estado
Maior” do grupo,
que repassou as duas últimas
tarefas. Ainda contava com os grupos kidon e mercenários boinas verdes americanos, já muito bem familiarizados e
aclimatados no país.
Como
sempre, recebeu um envelope envolvido num papel bolha e com a recomendação
de só abrir em recinto fechado.
Até presente momento
nada havia vazado em relação aos executores dos assassinatos. Todas as polícias, estadual e federal com todos
os seus departamentos investigativos se encontravam sem um sequer rastro para
seguir, apenas as acusações da imprensa e de grupos esquerdistas tentando
incriminar as Forças Armadas e grupos de direita. Não deixaram provas pelo
profissionalismo da execução.
Desta vez,
a última ação,
Eduardo e Matt desejavam simultaneidade da ação. Mas como coordenar ações em
cidades diferentes? Apenas o horário seria mesmo, ou próximos, mas
as ações seriam distintas.
Em São Paulo,
um ex-presidente da república
responsável por
criar e manter toda estrutura das esquerdas no Brasil e a expandir pela América Latina
era o alvo principal e no Sul do país uma mulher deputada federal, ardorosa defensoras de
bandidos e seus direitos. Criadora dos maiores problemas com os defensores de
causas legais.
Para a
primeira ação, foi alugado um apartamento próximo do seu
endereço para comandar as ações. Observação judiciosa. Não poderia ter erro.
Discrição seria fundamental na execução. Foi mais de um ano de preparativos e
aproximação do alvo, que possuía
seguranças pessoais da Presidência da República, mas não eram profissionais.
Eram sargentos da forças armadas deslocados para a função.
Os mercenários americanos acompanhavam todo
movimento do alvo e já conheciam a
sua rotina detalhadamente, pois eram experientes nessa área.
Saídas para passeios,
ao supermercado, visitas a parentes e conhecidos, idas ao médico, tudo
monitorado. Participações em palestras, dentro e fora do país, eram acompanhadas com mais
cuidados, pois eram nelas que o alvo fazia seus principais contatos. O problema era decidir como seria o final da
tarefa.
Dois kidon(
um homem e uma mulher) conseguiram empregos na empresa de limpeza e manutenção
responsável pelo
apartamento do ex-presidente. Ficaram mais perto ganhando confiança.
A ação se
passaria no apartamento pelo sigilo necessário e os kidon, cientes, focaram nessa ação. Seria
sua última missão e depois
escafeder-se-iam pelo mundo.
O grupo de
boinas verdes faria o resgate e os deixaria no aeroporto, num hangar de um
jatinho particular que os deixaria fora do país em poucas horas.
O trabalho
dos profissionais foi extremamente rápido por seu profissionalismo, sem antes , por
garroteamento, também matarem os dois seguranças. A surpresa não permitiu
sequer qualquer esboço de resistência por parte do alvo e dos
seguranças.
O outro
grupo de mercenários boinas
verdes havia se deslocado para o Sul , Porto Alegre, para cumprir sua tarefa. O
alvo morava com a família ( o
marido um homem velho e inválido) num
bairro chique e a filha, que nunca estava em casa e sempre retornava da rua
drogada na madrugada, muitas vezes acompanhada de viciados em drogas,
totalmente fora de si.
Analisando
todas as alternativas, Matt decidiu simular um assalto cinematográfico na mansão.
Primeiro
cortaram a luz com um curto circuito forjado, que explodiu o reator
estabilizador de corrente existente na quadra. Deixaram a equipe de consertos
da empresa consertar o estrago e retomar a energia elétrica. O
conserto serviu para a equipe de boinas verdes, que simulava apoio,
infiltrar-se e todos, com uniformes e viaturas da companhia de
eletricidade, acompanhar e conhecer a
moradia. Duas horas depois de estabilizar novamente a energia elétrica e
reconhecimento in loco feito, no início da madrugada, nova explosão e invasão da casa
com a eliminação de todos os ocupantes. A ação foi exclusivamente rápida e terrestre sem apoio algum de
drones.
Plano
executado com perfeição por profissionais.
A imprensa
não atentou para o fato da simultaneidade das ações e, novamente, focou em
acusações sem provas contra os mesmos acusados nos outros incidentes.
Estava
cumprida a missão de Eduardo K.
Agora
poderia ir, novamente, descansar na praia carioca.
Ao chegar
em casa, três semanas depois dos acontecimentos, Eduardo encontra no
elevador, uma Rita aflita com seu desaparecimento. Ela nem poderia saber de
suas atividades nem sabia que uma equipe de apoio tratava de todas as “coisas” administrativas dos envolvidos na operação
, chegando ao ponto de recolher correspondências e
pagar contas. Nada indicava seu afastamento, pois não possuía amigos que o visitavam ou saíam frequentemente. Nem possuía carro ou moto. Nem falava de sua
vida a ninguém. Nem aos amigos mais próximos.
- “Onde andavas, Eduardo?”
- “Fui visitar uns parentes no interior de Minas. Porquê?”
- “Nunca me contaste isso!”
- “Porque te contaria? te interessa tanto a minha vida
assim, Ritinha?”
- “Ora, és um dos poucos amigos que tenho,
meu querido, não te deste conta? “
- “Não é por isso que vou
abrir a minha vida para ti, Ritinha.”
Numa
relance, olhando seus olhos, sentiu o quanto era importante para a sua vizinha.
Convidou-a a ir até seu apartamento.
Lá chegando, colocou um
CD do Simply Red e um ar romântico
aproximou os dois. Abraçaram-se e se
beijaram com sofreguidão.
Eduardo
sorriu para Ritinha que se aconchegava nos seus braços. Nunca tinham se
aproximado dessa forma, apenas eram amigos, que no máximo se davam um leve beijinho no
rosto de saudação ou despedida, mas observavam detalhes no outro , e não
comentavam. Satisfaziam-se com suas presenças em inúmeros e agradáveis encontros.
“Como é que eu
nunca tinha notado esses olhos verdes?”pensava Eduardo.
Ritinha era
sedutora. Loirinha mignon, cabelo tipo Joãozinho , pernas grossas e bem
torneadas pela musculação, e era “louquinha por ele! Ele sentia isso quando ela olhava e
falava com ele.”
“ O que fazer agora? será que ainda tenho aquele queijo Brie
para oferecer a ela com uma geléia gostosa? ou só
uma guaraná para
oferecer?”pensava o
coronel.
Ritinha foi
ao aparelho de som e ficou dedilhando os CDs.
“Tens bom gosto, coronel!”
“É, minhas
amizades também seguem esse padrão. Mas porque só
agora me chamas de coronel?”
“Eu não sabia. Descobri
olhando detalhadamente as fotos da sala. Fui tenente durante 6 anos no QG do
Comando Militar do Sudeste, onde conheci meu marido, procurador da Justiça
Federal, casamos e alugamos essa academia no shopping, quando viemos morar em
Goiânia e depois que
ele morreu, eu adquiri. É isso”
contou meio triste Ritinha.
“Não fique triste, a vida é assim
mesmo, a morte, de qualquer forma, é a única coisa certa na nossa vida” a consola o coronel.
Eduardo
puxa Ritinha para mais junto e ficam enlaçados por largo tempo, um sentindo o
calor do outro.
A amiga era
uma mulher forte, decidida e sozinha. E muito linda.
Estavam
sentados no sofá de mãos dadas
ouvindo músicas românticas.
Quando se
deram conta estavam na cama se amando e rolando pelo quarto, com as mãos um procurando outro, ora na cama
ora no chão no tapete felpudo.
Parece que
os dois necessitavam, a um bom tempo, de um romance desses.
Eduardo,
agora, pode admirar o enxuto e fenomenal corpo de sua amiga com sua genética e
forjado na sua academia. Notava braços fortes, mas não musculosos; pernas
fortes e bem torneadas; um tronco erecto e bem definido; mãos e pés bem
delicados; “barriguinha” bem conformada com os músculos á mostra; tudo amparado por um belo
sorriso e um cabelinho tipo Joãozinho, que Eduardo adorava. A muito tempo
queria dizer isso para ela, mas imaginava reação contrária e não queria ofendê-la e
perder a amiga.
“Que fazias antes de casar, Ritinha?”pergunta.
“Eu trabalhava numa academia de ginástica como relações públicas e modelo. Quando me
propuseram tirar a roupa em fotos artísticas, caí fora. Ganharia um bom dinheiro, mas dinheiro não é tudo”.
Acostumado
com detalhes, Eduardo entendeu que era essa a mulher que sempre procurara. E
começou a relembrar todos os fatos e momentos desde que se conheceram.
⁃
“Vou fazer
um capuccino para nós” fala Eduardo ao se levantar e colocar um roupão.
⁃
“Está bem. Aguardo, meu querido” responde a amiga. E continuou na
cama deitada e apenas coberta com o lençol.
O tempo
passa e enquanto a Nação tomava novo rumo, um ex-presidente, de dentro da
cadeia, juntamente com seus seguidores, comandava a massa carcerária do local, dando ênfase e força as mais
variadas lideranças e suas ligações dentro e fora dos presídios. Não foi difícil para ele liderar todos grupos criminosos
encarcerados.
Não se conformava com o andar da
situação e continuava a gerar problemas com a Justiça e inflamava a
população através de liminares( já beirando a 100) em todos os ramos da
Justiça brasileira para soltá-lo.
Seguidamente ofendia a Justiça paranaense e seus juízes, principalmente em audiências fora
da cadeia. Queria tornar-se preso político, mas os juízes não caem na armadilha dele. O trabalho de
seus advogados, muito bem pagos, também
continuava febril, sendo cada novo dia um motivo para entrar-se com mais uma liminar para libertá-lo ou julgar-se
o juiz do processo incompetente para continuar á frente das acusações.
A situação
se agravava. Parecia fora de controle, mas era muito bem calculado o horror na
sociedade que causava. Ataques a policiais e instalações públicas com extremamente violência e
crueldade desnorteava as polícias de
todos os Estados devido ao patrulhamento da imprensa esquerdista. Assim como incêndios de ônibus, ataques a instalações
militares das Forças Armadas e prédios públicos. As ordens, de acordo com a Inteligência das
polícias, partia da
prisão onde estava o ex-presidente que
tinha direitos incríveis dentro
da cadeia e gerava problemas com os outros presos e a legislação prisional com
diversos motins abortados.
A cada dia,
os tribunais de Justiça do Paraná e do Rio Grande do Sul, descobriam novos bens escondidos
e em nomes de laranjas com valores altíssimos nos mais variados países, e quando são solicitadas
reduções de penas ou relaxamento pelos advogados do ex-presidente, elas
são aumentadas para o desespero do
condenado e de seus seguidores. ro
A
Justiça é afrontada diuturnamente por causídicos pagos a peso de ouro, com
acusações e motivações que beiram o ridículo.
Descobrem-se
planos de fuga do ex-presidente e reveladas ações para , mesmo depois de
condenado em diversas instâncias pelos
mais diversos crimes contra a Nação, inocentá-lo nos mais diversos tribunais afrontando a Justiça.
As polícias também descobrem
planos para fraudar-se as urnas eletrônicas indefinidamente e se perpetuarem no poder.
A Policia
Federal despendia recursos imensos na manutenção do preso nas dependências
prisionais com desvio de pessoal para sua segurança e a inconcebível comunicação com
seus correligionários e saídas autorizadas pela Justiça para
depoimentos.
A situação
se agravava ante a ação de grupos internacionais que frequentemente o
visitavam.
O grupo de
Adolfo, ante o agravamento da situação e desfecho imprevisível, decide novamente acionar Eduardo K..
Este, que
achava que sua missão já estava de
bom tamanho e havia se mudado para o Rio de Janeiro, mas
mantendo contatos de toda espécie para futuras ações. Sua inteligência
privilegiada e conhecimento na área eram admiradas por quem o
conhecia.
Foi difícil encontrá-lo, pois passava maior parte do seu
tempo em atividades de pesca submarina na região dos Lagos no litoral
fluminense. Levava uma vida tranquila, mas muito viva, pois suas atividades não
lhe deixavam muito tempo. Sossegava quando ia para o mar.
No Rio
passou a integrar grupos de estudos da Guerra híbrida e auxiliava as ações dos Forças Especiais do Exército na
intervenção na cidade. O seu conhecimento era muito reconhecido, já tendo sido aventada sua
designação para a pasta da Segurança Pública do Estado. Não aceitara o convite, pois desejava
participar apenas de atividades mais pontuais e seletivas, sua especialidade.
Já se passara pouco
mais de um ano, da sua última
tarefa para o grupo de Adolfo, quando recebe novo contato anunciando, pelo
mesmo método de sempre, que receberia um mensageiro em pessoa do grupo.
Desta
vez era Junio Bastos e iria a seu apartamento. Os mesmos cuidados de segurança
foram tomados e Eduardo temia que Ritinha, que tinha a chave do apartamento
surgisse e decidiram sair dali.
Foram para
um hotel na periferia da cidade para conversar. O motorista de Junio, que também era seu
segurança, ficou na porta do quarto.
Conversaram
á vontade e Eduardo
recebeu, com confiabilidade , um relatório da
firma estrangeira, que haviam contratado para “caçar os líderes”para as
operações, abordando a situação atual do Brasil
envolvendo o grupo do presidente preso.
Junio falou
que era para Eduardo tomar conhecimento e, ele, o incineraria ali mesmo.
No documento
constava, deduzindo-se dos escritos, que:
⁃
o grupo era uma verdadeira facção criminosa
com ramificações internacionais;
⁃
queriam manter a pobreza no Brasil para se
manterem no poder;
⁃
queriam, com a evolução de sua influência
governamental, cassar as liberdades individuais;
⁃
destruir, sistematicamente, todos os ganhos
do capitalismo;
⁃
o objetivo maior era impor a moral
socialista, escravizando povo, tirando a vontade de protestar contra a situação
vigente;
⁃
acabar com a liberdade religiosa com os
sacerdotes trabalhando para o progresso do socialismo;
⁃
fraudar as eleições sistematicamente para
se manterem no poder;
⁃
continuar o desarmamento da população
ordeira e armar grupos de defesa do socialismo;
⁃
utilizar criminosos como massa de manobra
para utilizá-los
oportunamente;
⁃
inverter, sistematicamente, todos os
valores morais e cristãos da sociedade.
E as ordens
todas vinham da prisão afinadas com procedimentos criminosos dos maiores líderes encarcerados dos grupos de
malfeitores e dos fora da prisão. Suas ações extrapolavam os muros. Era necessária a eliminação desse
problema.
Uma equação difícil de ser equacionada devido, o
alvo, não se afastar da cela e das imediações do pátio. Sua proteção era dada pelos
mais ferozes bandidos presos. As audiências de depoimentos
fora da cadeia haviam sido suspensas e substituídas por video conferências,
evitando-se deslocamentos. Os únicos
deslocamentos eram feitos pela equipe técnica de montagem
da parafernália eletrônica para transmissão das imagens e
só sob rigorosa segurança.
Seria uma
operação trabalhosa que requereria muita engenhosidade e disciplina.
Decidiu-se
organizar a ação em fases: colocariam drogas na água e na comida de forma parcimoniosa e iriam aumentando
a dose. Em determinada fase , essas drogas gerariam uma diarréia geral. Aí, entrariam para trabalhar lá, todo pessoal que estava sendo
treinado para realizar o motim dentro da prisão, incendiá-lo e explodir a ala que estava o
ex-presidente.
As condições não se
ajustavam devido a extensa corrupção existente no sistema carcerário,
além da sua absoluta falta de compromisso com sua tarefa precípua e com consequente despreparo técnico e
psicológico.
O tempo
passava e o país mudava
exigindo soluções ante o poder manipulador do grupo do
ex-presidente condenado. Foram feitos investimentos gigantescos para instalação
de bloqueadores de sinal, mas esses eram facilmente burlados por telefones
registrados fora do país e de
posse do grupo do ex-presidente, e que entravam no presídio-alvo devido
a extensa corrupção entre os seguranças e funcionários corruptos. Muitos
sofriam ameaças ás suas famílias fora da prisão e traziam para dentro do
complexo prisional armas, drogas e celulares.
A prisão de Mangarataia era uma fortaleza-escritório de onde a esquerda comandava toda ação subversiva no país. O governo atual parecia repetir o
erro do governo militar misturando presos políticos com criminosos comuns. Tentaram afastá-los, mas os advogados esquerdistas
impediram, para reviver as prisões do pós 64 e
criar uma massa bandida politizada nas suas mãos e ganhar motivação para atacar as
forças legais. .
O constante
sucesso de pequenos motins levou o governo a decretar intervenção militar nas
cadeias, passando a administração aos militares. De cara, um violento motim
estourou na cadeia de Mangarataia, mas foi logo sufocado, com dezenas de mortes
de apenados jogados ás feras por
seus chefes, como buchas de canhão.
A essa
altura, a Operação Cereja
do Bolo já estava sendo
executada com a introdução parcimoniosa de drogas na água e comida. Para a execução do
plano, os apenados foram consultados numa pesquisa e cada ala
de presidiários passou
a receber cardápio
diferenciado, feito por cozinhas distintas, facilitando
controle da aplicação das drogas. Esse despiste surtiu efeito psicológico
enorme ensejando comando da situação por parte dos apenados.
A
última fase da aplicação das drogas se aproximava e toda parte médica da
operação já estava
sendo preparada e treinada. Mas surgiu um contratempo: a organização da
operação foi informada que o ex-presidente recebia comida de fora do presídio e não seria afetado,
mas o caos seria total ante os desarranjos estomacais.
Esse aspecto não seria óbice.
Desencadeada
a operação, de fato o caos se instalou, possibilitando a atuação
total dos guerreiros mercenários infiltrados e separação dos
apenados por estado de saúde, sendo
requisitados diversos hospitais para tal.
Os boinas
verdes presos por crimes forjados, e que foram colocados lá para realizar um levante em duas
alas, começam a atuar, após iniciar-se um incêndio em
outras alas vizinhas. Nesta hora,
entraram no presídio, como
funcionários dos
bombeiros, os kidon e executaram
o ex-presidente dentro de sua cela, que foi totalmente carbonizada e apenas
sendo possível
identificar os cadáveres
por material genético. Os incidentes foram identificados pela
direção do presídio como fruto de uma guerra entre quadrilhas.
Estava
finda a operação Cereja do Bolo.
Agora,
de fato, vou descansar, pensava o coronel Eduardo K. O sucesso da operação
feita com profissionalismo exemplar dos mercenários e dos kidon garantia a
missão cumprida.
Continuaria
com apenas sua Walter PPK como companheira.
No
meio da manhã, tocam a campainha do apartamento. Era Ritinha.
-“Coronel,
me ajude. Estou com muitas dores nas costas e mal consegui levantar hoje. Ontem
discuti feio com uma funcionária da academia e tive de mandá-la embora. Senti
um mal estar horrível”
“Venha
aqui, querida. Deite-se nesse sofá, de bruços e fique tranquila.”disse Eduardo
informando que faria uma massagem, pois provavelmente seus Triggers points
estavam inflamados.
“Triggers
points? o que é isso, coronel?”
“São
quatro pontos que temos nas costas e que podem ser responsabilizados por
inúmeros problemas, desde distensões musculares e dores fortes nas costas” fala
Eduardo.”Eles tem de ser pressionados até desmanchar os nódulos. Tire a blusa.”
Ritinha
estava reticente em retirar a blusa.
Eduardo
foi até o banheiro e trouxe um extrato de mentol e arnica para massagear a
amiga.
“Confias
em mim?Fique de bruços , vou te fazer uma massagem terapêutica que aprendi com
meu pai e começou a massagear as costas da amiga. Toda vez que passava pelos
Triger points ela dava um gemido.
“Viste
como dói? mas vai passar logo, fique tranquila” falava Eduardo enquanto alisava
cuidadosamente as costas de sua querida amiga.
“Dói
aqui?”seguidamente perguntava e passava o polegar em círculos pelo local.
Quase
meia hora depois notou que a amiga dormia, bem relaxada. Deixou-a no sofá e a
cobriu com uma colcha. Foi para a sala ouvir suas músicas favoritas.
Enquanto
ela adormecia, ele admirava naquele corpo mignon bem cuidado e melhor ainda
distribuído.
Bem
perto do meio dia, ela acorda e , ainda com a colcha, se enrola nos braços do
amigo. Beija-o delicadamente, com suas mãos procurando seu corpo.
“Eu
confio muito em ti. Acredite. Confio mesmo” disse se desvencilhando da colcha e
abraçando ternamente seu querido amigo.
“Eu
também tenho grande afeição por ti, Ritinha, e deixarei sempre a minha porta
aberta para ti. Quando e a hora que quiseres. Somos os dois sós…que tal?”
“Sim,
que tal marcarmos essa amizade com um jantarzinho hoje á noite? Deixe que faço,
apenas escolha o vinho” falou uma Ritinha entusiasmada e o convidando a ir no
supermercado no shopping comprar os ingredientes.
Saíram
de braços parecendo uma casal.
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