52 a. da TRAGÉDIA
DA APOLLO I - VIRGIL GRISSON, EDWARD WHITE e ROGER CHAFE morreram carbonizados,
em 27 de janeiro de 1967. EDWARD WHITE, com mais de 3.600 horas de vôo, foi o
primeiro norte-americano a deixar sua cápsula em pleno espaço. Já era um experiente
piloto de provas da Força Aérea, quando
foi destacado como astronauta no segundo grupo selecionado pela ANAE, em
setembro de 1962. VIRGIL GRISSON nasceu na cidade MITCHELL, Estado de INDIANA,
em 1926. Alistou-se na Força Aérea no fim da segunda guerra, mas não chegou a
participar dela. Em 1951, voluntariou-se para a guerra da CORÉIA, tendo
participado de mais de cem missões de combate em caças a jato, recebeu pela sua
perícia e heroísmo duas condecorações. Quase morreu no afundamento da cápsula “SINO
DA LIBERDADE”, em 21 de julho de 1961. ROBERTO DIAS, professor de astronomia,
disse: “Eu tinha 8 anos. Como todo garoto do fim dos anos 1960, queria ser
astronauta. O que mais me impressionou foi o relato do diálogo dos astronautas
com a torre de controle, lido para mim e para meus amigos pela avó de um
deles”.
Você certamente já leu a respeito de inúmeras missões APOLLO da NASA, das quais a 11ª culminou com a primeira visita de um ser humano à LUA em 1969. No entanto, você sabia que a missão inaugural do programa, a Apollo 1, entrou para a História como o primeiro desastre espacial da agência norte-americana? O incidente aconteceu há 50 anos, e acabou com a morte de três astronautas: Edward H. White II, Virgil I, “Gus” Grissom e Roger B. Chaffee.

Edward H. White II, Virgil I, “Gus” Grissom e Roger B. Chaffee
Os três homens da imagem acima participariam da primeira missão tripulada do programa Apollo, mas, na tarde do dia 27 de janeiro de 1967, durante um exercício que tinha como objetivo lançar o trio em órbita ao redor da Terra, o módulo de comando onde eles se encontravam pegou fogo, matando todos a bordo.
AS-204
Na verdade, a designação original do exercício era AS-204 — de Apollo/Saturn 204, onde Saturn era o nome do poderoso foguete que levaria o módulo de comando ao espaço —, mas a missão foi rebatizada postumamente de “Apollo 1” a pedido das viúvas dos astronautas. Com isso, as missões seguintes seriam numeradas a partir do voo que, infelizmente, jamais chegou a sair do nosso planeta.
Engenheiros da NASA trabalhando na construção do módulo de comando antes do acidente
Quando o acidente aconteceu, os três astronautas se encontravam presos a seus assentos, propriamente vestidos com suas roupas pressurizadas, e conectados aos sistemas de comunicação e oxigênio do módulo. Então, enquanto eles conferiam todos os itens presentes em sua lista de checagem, a cápsula começou a pegar fogo.
Tripulação participando de simulação de pouso do módulo de comando
O incêndio foi provocado por um curto circuito em um dos painéis do módulo de comando, e se espalhou rapidamente, alimentado por oxigênio puro, pelo interior da cabine. Os astronautas chegaram a reportar a presença de fogo no módulo, e tentaram escapar pela escotilha da nave. As equipes que se encontravam no exterior também tentaram abrir a portinhola, mas foram impedidos pelas altas temperaturas.
Tragédia
A coisa toda foi extremamente rápida e, cinco minutos depois, quando o módulo foi finalmente aberto, White, Grissom e Chaffee já estavam mortos. O trio não faleceu em decorrência de queimaduras — já que os trajes espaciais parecem ter protegido seus corpos —, mas sim de asfixia por conta da grande quantidade de fumaça no interior da cabine.
Módulo de comando mostrando os sinais do incêndio
As investigações conduzidas pela NASA revelaram uma série de problemas com o projeto da nave, e apontaram que a intensidade do fogo causou um aumento na pressão interna da cabine, selando os astronautas dentro do módulo. Aliás, durante o incêndio, ainda bem que as chamas não atingiram o imenso foguete — carregado o combustível da missão.
Detalhe das consequências do incêndio
O desastre com a AS-204 resultou na modificação completa da cabine do módulo de comando, e em um atraso na programação das missões do Projeto Apollo em quase dois anos. Depois disso, a primeira missão tripulada da NASA foi a Apollo 7, em outubro de 1968, que enviou outros três astronautas — Walter M. Schirra, Donn F. Eisele e R. Walter Cunningham — para orbitar o nosso planeta e testar as naves que a agência espacial estava projetando para enviar o homem à Lua.
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