domingo, 27 de janeiro de 2019

53 ANOS DO ROUBO DE MEIO MILHÃO DE CRUZEIROS - 27 DE JANEIRO DE 1965


  53 a. do roubo de MEIO MILHÃO DE CRUZEIROS, em 27 de janeiro de 1965. Às 13:45 horas, no LARGO SÃO FRANCISCO, o trânsito se complicou. Na RUA LÍBERO BADARÓ um carro escuro fechou a kombi do BANCO MOREIRA SALLES. Três homens de bigode e armados, renderam os cinco funcionários que levavam o malote para o BANCO DO BRASIL. ORLANDO SIMONE, de 40 anos, que seguia no banco traseiro da perua, escapou e se escondeu na igreja SÃO FRANCISCO. ANTÔNIO ALVES FEITOSA, de 47 anos, que substituía o motorista dispensado do serviço, foi obrigado a passar para os fundos da kombi. Outros dois funcionários –JOÃO DOS REIS e HUMBERTO ZUMELLO- já estavam amordaçados. Mas JOSÉ PEPE, o quinto bancário, resistia à investida dos ladrões. Levou dois tiros e morreu na rua. Era pai de três filhos. Para os criminosos deu tudo certo. A kombi e o carro escuro sumiram pelas ruas desobstruídas. Não houve perseguição: a polícia não foi avisada. Os ladrões levavam dois galões de gasolina para incendiar a perua caso algum policial viesse ao encalço. O crime mobilizou toda a polícia paulista. Nunca a Secretaria de Segurança Pública, na época comandada por CANTÍDIO SAMPAIO, havia gasto tanto dinheiro para elucidar o caso. Apesar do banco MOREIRA SALLES ter coberto parte das despesas, a polícia gastou em um mês a verba prevista para o primeiro trimestre. O delegado CORIOLANO NOGUEIRA COBRA era o responsável pelas investigações. Já no primeiro dia, disse que os ladrões eram estrangeiros. Baseava no depoimento de um dos bancários que estava na perua: o motorista ANTÔNIO ALVES FEITOSA observou que um dos criminosos tinha um “sotaque germânico”. Depois de prender dezenas de suspeitos, CORIOLANO decidiu dar sua última cartada. Um fusca, com placas do RIO DE JANEIRO, havia sido guinchado na hora do crime. Estava estacionado em lugar proibido e tinha ajudado a congestionar o trânsito que ajudou na ação. Era o fusca de MICHEL BASILI NOCOLAIDIS. O grego não reclamou do guinchamento. Retirou o carro do pátio do DST dias depois e pagou a multa. A atitude era estranha. Investigadores foram ao RIO e passaram a procurar MICHEL sob o argumento que era por causa de um cheque sem fundo. MICHEL foi abordado e convidado a entrar no carro dos investigadores. Na VIA DUTRA, perto do km 300, MICHEL confessou: “Vocês pegaram a pessoa errada ! Eu sou criminoso. E roubei o BANCO MOREIRA SALLES”. Era 27 de fevereiro. Com informações de MICHEL, a polícia prendeu EVANGELUS DIMITRIUS FLENGAS, de 24 anos, e GEORGES ANDREAS TSANTILLAS, de 29 anos, dois dias depois, numa oficina da rua MARAMBAIA. No galpão estava quase todo o dinheiro roubado: 465 milhões de cruzeiros guardados em barris. GARIFALOUS NICOLAS KRASSAS e GERASIMOS ANDREAS TSOLIAS foram presos no final daquela semana. Pretendiam fugir para o URUGUAI. Todos confessaram o crime. E GARIFALOUS assumiu o assassinato de JOSÉ PEPE. 

Nenhum comentário: