sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

92 ANOS DO NASCIMENTO DE TOM JOBIM - 25 DE JANEIRO DE 1927

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  92 a. nasce o cantor e compositor TOM JOBIM, em 25 de janeiro de 1927, na casa da rua CONDE DO BONFIM, 634, na TIJUCA, RIO. Iniciou seus estudos de piano em 1941 com o compositor austríaco radicado no BRASIL, HANS JOACHIM KOELREUTER. Entrou para a Faculdade de Arquitetura em 1946, mas abandona o curso alguns meses depois. Em 1952, começa a trabalhar na Continental Discos, onde transcrevia as melodias de compositores que não conheciam música. No começo de abril de 1953, a primeira gravação de uma música sua, INCERTEZA, escrita em parceria com NEWTON MENDONÇA, por MAURICY MOURA. Um mês depois, seria a vez do cantor ERNANI FILHO gravar PENSANDO EM VOCÊ e FAZ UMA SEMANA. Em 1956, começa a trabalhar na ODEON como diretor artístico. Início da parceria com VINICIUS DE MORAES. Em abril desse ano, durante encontro no BAR VILLARINO, o poeta convida JOBIM para musicar sua peça ORFEU DA CONCEIÇÃO – a estréia ocorre em setembro, no Teatro Municipal, no RIO. Em 1958 compõe a trilha para PISTA DE GRAMA, de HAROLDO COSTA. No filme, ELIZETE CARDOSO canta EU NÃO EXISTO SEM VOCÊ, parceria com VINICIUS, com acompanhamento de JOÃO GILBERTO (violão) e do próprio JOBIM. Meses depois ele grava o LP CANÇÃO DO AMOR DEMAIS, dedicado a canções da dupla TOM/VINICIUS. Em 1959, é lançado o LP CHEGA DE SAUDADE, interpretação de JOÃO GILBERTO e arranjos e direção musical de TOM JOBIM. Em 1962, compõe GAROTA DE IPANEMA. Em novembro desse ano, JOBIM viaja pela primeira vez aos ESTADOS UNIDOS para o show da BOSSA NOVA realizado no CARNEGIE HALL. Um ano mais tarde, é lançado o LP THE COMPOSER OF DESAFINADO PLAYS e, em 1964, THE WONDERFUL WORLD OF ANTÔNIO CARLOS  JOBIM.  Em 1967, escreve a trilha de GAROTA DE IPANEMA, de LEON HIRSZMAN. Em 30 de janeiro começa a gravação do primeiro disco com FRANK SINATRA, FRANCIS ALBERT SINATRA &ANTÔNIO CARLOS JOBIM. Em 1971, o cantor americano grava SINATRA & CIA, com arranjos de EUMIR DEODATO. Em 1968, ganha o primeiro lugar no 3º Festival Internacional da Canção com SABIÁ, escrita em parceria com CHICO BUARQUE. Em 1974 lança o LP ELIS & TOM. Os dois fazem show no Teatro BANDEIRANTES, em SÃO PAULO, com arranjos de LEO PERACCHI e CLAUS OGERMAN. Em 1981, compõe a trilha para o drama EU TE AMO, dirigido por ARNALDO JABOR. Em 1983, compõe a trilha do filme GABRIELA, de LUIZ CARLOS BARRETO, e, em parceria com CHICO BUARQUE, de PARA VIVER UM GRANDE AMOR, de MIGUEL FARIA. Em 1984, cria a NOVA BANDA, com PAULO JOBIM, DANILO CAYMMI, JACQUES MORELENBAUM, TIÃO NETO, PAULO BRAGA e coro formado por ANA JOBIM, ELIZABETH JOBIM, PAULA MORELENBAUM, MAÚCHA ADNET e SIMONE CAYMMI. Em 1994 grava a faixa FLY ME TO THE MOON, com FRANK SINATRA. Morre em 8 de dezembro de 1994, aos 67 anos, em NOVA YORK. Na voz da cantora paulista VÂNIA BASTOS, uma das canções mais tocadas no BRASIL no ano em que TOM JOBIM morreu era CANTA, CANTA MAIS, antiga parceria com VINICIUS DE MORAES, que virou tema da novela ÉRAMOS SEIS. TOM costumava incluir em sua discografia os três primeiros álbuns de JOÃO GILBERTO – CHEGA DE SAUDADE (1959), O AMOR, O SORRISO E A FLOR (1960) e JOÃO GILBERTO (1961) - pedras fundamentais da bossa nova, por direito incontestável, já que, além da parte das canções, assinava a direção musical. TOM brilha por si como melodista, letrista e arranjador, mas muito de seu triunfo provém da habilidade para associar-se aos parceiros adequados. Tanto nas composições – VINICIUS DE MORAES, NEWTON MENDONÇA, ALOYSIO DE OLIVEIRA, CHICO BUARQUE, etc – como na divisão dos vocais. ELIS & TOM (com ELIS REGINA), CAYMMI VISITATOM (com DORIVAL e NANA CAYMMI), a trilha do filme GABRIELA (com GAL COSTA), os dois que fez com MIÚCHA e o que dividiu com FRANK SINATRA estão entre seus melhores álbuns.          
Dos álbuns em que prevalecem os temas instrumentais, o da estréia-solo, de 1963, TIDE (1970) e MATITA PERÊ (1973) são imprescindíveis. Da mesma maneira como colocava a marca de arranjador e instrumentista em discos alheios (como os de JOÃO e THE ASTRUD GILBERTO ALBUM, de 1965), em concepções inovadoras, TOM entregou parte de sua obra aos cuidados de NELSON RIDDLE, RADAMÉS GNATALLI e CLAUS OGERMAN. Com OGERMAN fez MATITA PERÊ, que abre com a primorosa ÁGUAS DE MARÇO, e o requintado URUBU (1976).
Nos últimos anos de carreira predominou a sonoridade de JAQUES MORELENBAUM, associada à segunda geração dos JOBIM, com um meloso coro feminino de referência vocal. A certa altura, TOM reclamava que as gravadoras já não se interessavam pelos discos que gravava, que os executivos só interessava um estouro. Mas quando já se achava que ele tinha feito tudo, veio ÁGUAS DE MARÇO. Quando parecia que ia aposentar-se, compôs LUIZA (para BRILHANTE), QUERIDA (O DONO DO MUNDO), ANOS DOURADOS (para a minissérie homônima). De novela em novela, sua música permanece na onda, que não se perde no mar... 

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