sábado, 16 de fevereiro de 2019

61º ANIVERSÁRIO DO EX-JOGADOR DE BASQUETEBOL OSCAR SCHMIDT - 16 DE FEVEREIRO DE 1958

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  61 a. nasce o jogador de basquetebol OSCAR SCHMIDT em 16 de fevereiro de 1958.
Oscar Daniel Bezerra Schmidt (Natal, 16 de fevereiro de 1958) é um ex-jogador brasileiro de basquetebol, considerado um dos maiores jogadores de basquetebol de todos os tempos, apesar de nunca ter atuado na NBA. Com 2,05 m de altura, Oscar é o recordista mundial de pontuação do basquetebol com 49.737 pontos.
Este recorde é extraoficial, pois não havia súmulas de todos os jogos de Oscar no Brasil. Seu rendimento em equipes como Sírio e Palmeiras foram calculados através de estudos do jogador com o seu biógrafo, o jornalista e escritor Odir Cunha, autor do livro Oscar Schmidt, a história do maior ídolo do basquete brasileiro, lançado em 1996.
Seu número da sorte é o 14, tanto que o usou em 1987, porém em 1990 na FIBA usou o número 6.
Oscar foi nomeado um dos 50 Maiores Jogadores de Basquete da FIBA em 1991. Em agosto de 2010 ele foi incluído no Hall da Fama da FIBA, em reconhecimento ao que jogou em competições internacionais.
Em 8 de Setembro de 2013 Oscar Schmidt entrou para o Hall da Fama de basquete dos EUA "Basketball Hall of Fame"
Tentou uma carreira política através do antigo Partido Progressista Brasileiro (PPB) – atual Partido Progressista (PP), se candidatando a senador pelo estado de São Paulo em 1998, perdendo para o então senador Eduardo Suplicy (PT), encerrando sua curta passagem pela política.
Oscar atualmente se dedica à condução do recém criado campeonato Novo Basquete Brasil, em contraposição ao campeonato organizado pela CBB e também participa do programa esportivo Esporte Fantástico, da Rede Record de televisão.
Seu primeiro treinador foi Laurindo Miura, que desenvolveu um trabalho especial de coordenação para ele. Esse trabalho serviu de base para seus arremessos.
Carreira
Ele foi selecionado pelo New Jersey Nets na sexta rodada do draft da NBA de 1984, e teve várias outras oportunidades de jogar na NBA, mas recusou-se a todos, a fim de manter seu status de "amador" e continuar a jogar na Seleção Brasileira (até 1989, os jogadores da NBA não foram autorizados a jogar por seleções nacionais).
No dia 27 de outubro de 2001 - partida entre Flamengo e Fluminense válida pelo Campeonato Carioca - Oscar superou a marca de 46.725 pontos de Kareem Abdul-Jabbar e se tornou o maior cestinha da história do basquetebol - ele terminaria a carreira de jogador com 49.737 pontos. Este recorde (maior cestinha do basquete) ainda lhe pertence.
Clubes em que atuou:
Sírio, São Paulo
Pavia, Itália
Forum/Valladolid, Espanha
Corinthians, São Paulo
Bandeirantes, São Paulo
Barueri, São Paulo
Seleção Brasileira:
Pela Seleção Brasileira, Oscar participou de 3 Campeonatos Mundiais, e é o 2o jogador que mais vezes vestiu a Camisa da Seleção Brasileira em Campeonatos Mundiais - 33 (atrás apenas de Ubiratan, com 34)
Sua maior conquista com a Camisa Verde Amarela, foi a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987
A conquista do Pan de 1987
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/3a/Magnifying_glass_01.svg/17px-Magnifying_glass_01.svg.pngOSCAR liderou um dos maiores feitos da história do basquete mundial. A data de 23 de agosto de 1987 foi o dia histórico em que a equipe masculina de basquete do Brasil venceu o poderoso time norte-americano, representado pelos jogadores universitários da época, os favoritos e donos da casa, por 120 a 115, na final dos 10º Jogos Pan-americanos de 1987. Foi uma virada espetacular e a primeira e única vez, até então, que os Estados Unidos perderam em casa. O palco era o Market Square Arena, Indianápolis. De um lado a equipe brasileira; do outro, os norte-americanos. Os Estados Unidos já tinham toda a festa preparada para seu time. No elenco destacavam-se jogadores que mais tarde se tornaram grandes astros da NBA, como David Robinson, Rex Chapman, Dan Majerle e Danny Manning. A seleção do Tio Sam já atropelara Porto Rico nas semifinais, impondo uma vantagem final de cinco pontos. Para os brasileiros, a classificação havia sido contra o México com um placar de 137 a 116.
A seleção brasileira não assustava muito o técnico Denny Crum. A única tática necessária para garantir o ouro, segundo ele, era uma defesa forte em cima de Oscar e Marcel que, segundo o técnico, tinham uma precisão muito grande nos arremessos. No fim do primeiro tempo, o Brasil perdia por 14 pontos, sendo que chegou a ficar em desvantagem de 20 pontos no decorrer do período. A equipe formada por Gérson, Oscar, Israel, Marcel e Guerrinha (que substituía o armador Maury, vítima de contusão) voltou com muita determinação e com um ataque extremamente preciso, sobretudo nas bolas de três pontos que foram a chave para a virada do Brasil. Os "reis do basquete" não conseguiam entender o que estava acontecendo, nem mesmo sua fiel torcida, que se calava a cada cesta de Oscar e Marcel. Final de jogo: a cena do banco norte-americano cabisbaixo era contrastante com a euforia de Oscar, deitado no chão, gritando e chorando. Essa era a maior conquista do esporte nacional, desde a Copa do Mundo de 70.

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