sábado, 7 de setembro de 2019

197 ANOS DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL - 7 DE SETEMBRO DE 1822.

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EXTRAÍDO DAS MEMÓRIAS DO VENTURA


197 a. da INDEPENDÊNCIA DO BRASIL. Foi o ato pelo qual o BRASIL rompeu em definitivo sua ligação com PORTUGAL, criando uma monarquia constitucional. As origens da Independência brasileira remontam à transferência da família real portuguesa para o BRASIL, em 1808, quando D. JOÃO proclamou a abertura dos portos, ato que acabou com o pacto colonial. Durante a década de 1820, quando eclodiu em PORTUGAL a revolução do PORTO, D. JOÃO, embora hesitante, retornou à EUROPA, deixando como governante do BRASIL, D. PEDRO, na função de regente. Logo, porém, tornou-se claro para os brasileiros a grande contradição existente no novo parlamento português: ao mesmo tempo em que defendiam o liberalismo como saída para PORTUGAL, não tinham nenhuma intenção de abrir mão da colônia portuguesa. Logo o debate político no país radicalizou-se em três posições distintas, defendidas pelos seus respectivos partidos. O PARTIDO PORTUGUÊS, formado principalmente por funcionários e comerciantes portugueses, defendia a recolonização do BRASIL. Por outro lado, o PARTIDO BRASILEIRO formado pelos grandes latifundiários, por grande parcela da burguesia nacional e por comerciantes brasileiros e estrangeiros, defendia a ruptura com PORTUGAL, porém tinha uma visão bastante conservadora de como o novo país deveria organizar-se. O terceiro grupo tinha como principal base de apoio os profissionais liberais e a classe média urbana e era favorável à ruptura com PORTUGAL. Sua semelhança com o PARTIDO BRASILEIRO, porém, acabava por aí: defendia a abolição da escravatura e maior autonomia para as províncias. Enquanto o príncipe regente D. PEDRO ainda hesitava em relação à independência, o Parlamento português começou, porém, a dar início a seu projeto de recolonização, desativando órgãos públicos no RIO DE JANEIRO e transferindo-os de volta a LISBOA, por exemplo. Essas medidas polarizaram ainda mais as opiniões. Em outubro de 1821, LISBOA exigiu a volta de D. PEDRO a PORTUGAL, o que causou grande comoção no BRASIL. Após uma campanha popular, D. PEDRO tomou a decisão do “FICO”, em 9 de janeiro de 1822. O FICO marcou o momento de ruptura entre D. PEDRO e as cortes portuguesas. Mas, ao mesmo tempo, assinalou o momento de seu compromisso como PARTIDO BRASILEIRO. Formou-se assim um bloco que se opunha, simultaneamente, à ameaça de recolonização e ao perigo das agitações dos radicais. Na realidade, o príncipe só tomou essa decisão após ter-se assegurado do apoio da aristocracia rural.  A partir daí os acontecimentos precipitaram-se, com a demissão dos ministros portugueses, a nomeação de um novo ministério sob a liderança de JOSÉ BONIFÁCIO e choques entre portugueses e brasileiros na BAHIA. LISBOA reagiu declarando ilegais os atos do príncipe e obrigando-o a retornar imediatamente a PORTUGAL. De posse dessa notícia, D. PEDRO proclamou a INDEPENDÊNCIA em 7 de setembro de 1822, rompendo definitivamente os laços de união política com PORTUGAL. Culminou, dessa forma, o longo processo de emancipação, iniciado em 1808 com a vinda da família real. A 12 de outubro de 1822, D. PEDRO foi aclamado e a 1º de dezembro de 1822 tornou-se o primeiro imperador do BRASIL. A partir daí os políticos conservadores do PARTIDO BRASILEIRO manteriam o controle político do país recém-nascido. Na noite de 7 de setembro de 1822, D. PEDRO I compareceu ao TEATRO DA ÓPERA envergando no braço direito, preso por um laço de fita verde e amarela, o dístico de ouro “INDEPENDÊNCIA OU MORTE”, onde executou o “HINO DA INDEPENDÊNCIA”, de sua autoria.
DOM PEDRO I tinha 24 anos quando proclamou a libertação do BRASIL.
Em visita a amigos, D. PEDRO passa dois dias em SANTOS, onde permanece até a madrugada do dia 7 de setembro, quando inicia sua viagem de volta a SÃO PAULO. É na Estrada Velha de SANTOS que, reza a lenda, se localiza a casa onde D. PEDRO e a MARQUESA DE SANTOS se encontravam. No caminho LAVAPÉS, havia um pequeno córrego que servia como divisão natural entre a cidade e a zona rural – para lavar os pés. Canalizado, ele virou uma rua cujo nome lembra sua antiga função. Quase chegando ao histórico PÁTIO DO COLÉGIO, a comitiva de D. PEDRO passou pelo SOLAR DA MARQUESA, localizado na antiga RUA DO CARMO.
O grito de “INDEPENDÊNCIA OU MORTE” foi proferido exatamente às 16:30 horas do dia 7 de setembro de 1822. DOM PEDRO teria acabado de se encontrar com sua amante DOMITILA DE CASTRO, a MARQUESA DE SANTOS, na hora da Proclamação. Ele viajava secretamente, por isso não poderia estar com grande comitiva, nem usando o traje oficial sugerido na lenda e como está no quadro de PEDRO AMÉRICO. Sobre a obra do pintor PEDRO AMÉRICO, que entrou para a História como um retrato do momento da proclamação, foi ela feita apenas em 1888, em FLORENÇA, ITÁLIA, por encomenda da CORTE. O artista nem era nascido em 1822. Quatro horas após a declaração da Independência, dom PEDRO foi à Ópera, em SÃO PAULO, escutar o hino que ele compôs: “JÁ PODEIS DA PÁTRIA FILHOS...”.
O BRASIL pagou dois milhões de libras a PORTUGAL pela Independência.
Pela promulgação da LEI 63, de 23 de março de 1885, definiu-se que o dinheiro resultante das loterias seria aplicado pelo presidente da província, de acordo com a COMISSÃO DO MONUMENTO DO IPIRANGA, na implantação de um estabelecimento de ensino científico. Dois dias depois da promulgação da lei teve início a construção do edifício, a partir de projeto do arquiteto italiano TOMMASO GUADENZIO BEZZI, aprovado em 1881. O edifício, em estilo eclético, então na moda na EUROPA, buscava recuperar os estilos arquitetônicos históricos. BEZZI utilizou, de forma simplificada, o modelo de um palácio renascentista. A construção do prédio foi dada como concluída em 1890, apesar de grande número de tarefas ainda incompletas. Ele foi inaugurado em 15 de novembro de 1890, como parte das celebrações do primeiro aniversário da proclamação da República. O edifício permaneceria vazio algum tempo. Em 1892, foi declarado bem estadual. Em 1893, foram aprovadas as leis que o destinaram a sediar um museu do Estado e que instituíram o nome que mantém até hoje: MUSEU PAULISTA. A data de 3 de fevereiro de 1894 marca o início das atividades do MUSEU PAULISTA, mas sua inauguração solene só se deu em 7 de setembro de 1895. Além disso, somente em 1909 foi entregue o jardim à frente do edifício, concebido pelo paisagista belga ARSENIO PUTTEMANS, inspirado nos jardins barrocos franceses. No primeiro centenário da Proclamação da Independência se concluiu o que, na configuração atual, é o PARQUE DA INDEPENDÊNCIA: em 7 de setembro de 1922 foi inaugurado o Monumento da Independência, obra do escultor italiano ETTORE XIMENES.    

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