quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

58 ANOS DO PLEBISCITO NO BRASIL, EM 6 DE JANEIRO DE 1963.

 😊😊





  58 a. do PLEBISCITO que colocou um ponto final na experiência parlamentarista no BRASIL, realizado em 6 de janeiro de 1963. O País retomava o presidencialismo como sistema de governo depois de um interregno parlamentarista que vigorou a partir de setembro de 1961. Caía por terra a curta e única experiência parlamentarista da república brasileira. Para alguns, o parlamentarismo instituído em 1961 foi um golpe que atendia a uma demanda militar para impedir a posse de JANGO GOULART na Presidência. Para outros, foi um arranjo conciliatório para evitar que o País entrasse em guerra civil. As duas versões não são excludentes e ambas se valem de argumentos convincentes. Elas têm em comum o fato inconteste de que naqueles anos a opinião dos militares dava o norte da política brasileira. Os militares, embora não fossem um bloco coeso, atuavam com argumentos na mídia e nos partidos e com armas nos quartéis e nas ruas. De fato, nos dias entre a saída de JÂNIO e a posse de GOULART, embora houvesse um presidente interino e constitucional, o deputado RANIERI MAZZILLI, presidente da Câmara dos Deputados, o poder efetivo era de uma junta militar formada pelos ministros das Forças Armadas: GENERAL ODÍLIO DENIS, da Guerra; BRIGADEIRO GABRIEL GRÜN MOSS, da Aeronáutica; e ALMIRANTE SÍLVIO HECK, da Marinha. JOAO GOULART era considerado, por grande parte da sociedade política e empresarial e dos militares, uma figura comprometida com o sindicalismo de trabalhadores e com a esquerda. Em pleno clima de guerra fria, o parlamentarismo veio como um arremedo para impedir a ruptura institucional, para permitir que o País, apesar de tudo, continuasse tendo governo. Costurado de afogadilho, não chegou a ter legitimidade. Foi um parlamentarismo cujos primeiros-ministros – os chefes do Conselho de Ministros – tiveram por função principal eliminar o próprio parlamentarismo. Nos 16 meses de parlamentarismo existiram três gabinetes cujos primeiros-ministros foram: TANCREDO NEVES, BROCHADO DA ROCHA, este por apenas dois meses, e HERMES LIMA. Isso demonstrava instabilidade política com fortes impactos na economia. Ao mesmo tempo era evidente a ingerência política do presidente no Conselho de Ministros e a oposição firme do Congresso contra as reformas, especialmente quando envolviam interesses agrários.  

Nenhum comentário: