609 a. nasce JOANA
D´ARC, no dia 6 de janeiro de 1412, heroína francesa que salvou seu país da
dominação inglesa.
Filha de Jaques d'Arc
e Isabel, camponeses muito pobres, Joana nasceu em Domrémy, na região francesa
de Lorena, em 6 de janeiro de 1412. Cresceu no meio rural, piedosa, devota e
analfabeta, assinava seu nome utilizando uma simples, mas significativa, cruz.
Significativa porque já aos treze anos começou a viver experiências místicas.
Ouvia as
"vozes" do arcanjo Miguel, das santas Catarina de Alexandria e
Margarida de Antioquia, avisando que ela teria uma importante missão pela
frente e deveria preparar-se para ela. Os pais, no início, não deram
importância , depois acharam que estava louca e por fim acreditaram, mas
temeram por Joana.
A França vivia a
Guerra dos Cem Anos com a Inglaterra, governada por Henrique VI. Os franceses
estavam enfraquecidos com o rei deposto e os ingleses tentando firmar seus
exércitos para tomar de vez o trono. As mensagens que Joana recebia exigiam que
ela expulsasse os invasores, reconquistasse a cidade de Orleans e reconduzisse
ao trono o rei Carlos VII, para ser coroado na catedral de
Reims, novamente como legítimo rei da França. A ordem para ela não parecia
impossível, bastava cumpri-la, pois tinha certeza de que Deus estava a seu
lado. O problema maior era conseguir falar pessoalmente com o rei deposto.
Conseguiu aos dezoito
anos de idade. Carlos VII só concordou em seguir seus
conselhos quando percebeu que ela realmente tinha por trás de si o sinal de
Deus. Isso porque Joana falou com o rei sobre assuntos que na verdade eram
segredos militares e de Estado, que ninguém conhecia, a não ser ele. Deu-lhe,
então, a chefia de seus exércitos. Joana vestiu armadura de aço, empunhou como
única arma uma bandeira com a cruz e os nomes de Jesus e Maria nela bordados,
chamando os comandantes à luta pela pátria e por Deus.
E o que aconteceu na
batalha que teve aquela figura feminina, jovem e mística, que nada entendia de
táticas ou estratégias militares, à frente dos soldados, foi inenarrável. Os
franceses sitiados reagiram e venceram os invasores ingleses, livrando o país
da submissão.
Carlos VII foi, então,
coroado na catedral de Reims, como era tradição na realeza francesa.
A luta pela
reconquista demorara cerca de um ano e ela desejava voltar para sua vida
simples no campo. Mas o rei exigiu que ela continuasse comandando os exércitos
na reconquista de Paris. Ela obedeceu, mas foi ferida e também traída, sendo
vendida para os ingleses, que decidiram julgá-la por heresia. Num processo
religioso grotesco, completamente ilegal, foi condenada à fogueira como
"feiticeira, blasfema e herética". Tinha dezenove anos e morreu murmurando os nomes de Jesus e Maria, em 30
de maio de 1431,
diante da comoção popular na praça do Mercado Vermelho, em Rouen.
Não fossem os fatos devidamente conhecidos e comprovados,
seria difícil crer na
existência dessa jovem mártir, que sacrificou sua vida pela libertação de sua
pátria e de seu povo. Vinte anos depois, o processo foi revisto pelo papa
Calisto III, que constatou a injustiça e a reabilitou. Joana d'Arc foi canonizada
em 1920 pelo papa Bento XV, sendo proclamada padroeira da França. O dia de hoje
é comemorado na França como data nacional, em memória de santa Joana d'Arc,
mártir da pátria e da fé.

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