Bom dia! O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva obteve uma vitória no Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira. Por 4 votos a 1, a Segunda Turma da Corte confirmou que a defesa do petista deve ter acesso às mensagens vazadas trocadas entre procuradores da força-tarefa da Lava Jato e o ex-juiz Sergio Moro. Com isso, o petista avança um passo em sua meta de anular os processos contra ele no âmbito da Lava Jato. No entanto, o julgamento capital, quando o STF vai avaliar se as mensagens obtidas por hackers são válidas como provas, ainda não tem data, explica Regiane Oliveira. Apesar de a sessão não ter avaliado o mérito, não faltaram recados a Curitiba e Moro. “A pequena amostra do material já se figura apta a evidenciar, ao menos em tese, uma parceria indevida entre o órgão julgador e a acusação”, disse o relator, Ricardo Lewandowski. Gilmar Mendes ironizou: "Ou os hackers merecem o Nobel de Literatura ou as mensagens são verdadeiras." Da política interna para a política externa: o Brasil tem assistido a um desmonte orquestrado da influência do Itamaraty, escreve o colunista Oliver Stuenkel. Ele explica que a estratégia de Jair Bolsonaro, tutorada pelo chanceler Ernesto Araújo, abre brechas para a projeção de prefeitos e governadores, que se converteram em interlocutores-chave no cenário internacional. "O protagonismo de vários governadores no contexto do combate à pandemia e a obtenção de vacinas do exterior é apenas um dos vários exemplos disso", escreve. Nos Estados Unidos, o julgamento do segundo impeachment de Donald Trump pelo Senado abriu um precedente excepcional. Por 55 votos a 44, os parlamentares norte-americanos votaram por seguir adiante com o julgamento político do republicano, que já não comanda mais a Casa Branca. De Washington, Pablo Guimón conta os detalhes do processo que promete acalorados debates. O imbróglio jurídico-político que Trump enfrenta se deve às acusações de que ele teria incentivado a invasão ao Capitólio ocorrida em janeiro. Para ler com calma, as nuances do debate racial, das violências psicológicas e do linchamento moral de pessoas negras em cartaz no Big Brother Brasil. Bruna Rocha, pesquisadora de semiótica antirracista, conversou com a repórter Joana Oliveira e comenta sobre a influência do reality show para o debate do movimento negro e na pauta antirracista. "As pessoas estão loucas para ser racistas, elas só precisam de uma justificativa plausível para isso. E a justificativa, nos últimos dias, têm sido as posturas equivocadas e violentas de parte do elenco negro do BBB”, afirma. Boa leitura!
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