77 a. do DIA "D"
- INVASÃO DA NORMANDIA. Em 6 de junho de 1944 as tropas aliadas desembarcaram
na EUROPA, na maior operação no gênero que a história do mundo registra. Participaram
três milhões de soldados, quatro mil aviões, 2.300 aviões de transporte, 2.590
planadores, 3.500 bombardeiros pesados, 1.700 bombardeiros leves e cinco mil
aviões de caça. O livro BAND OF BROTHERS, de STEPHEN AMBROSE, reconstitui a
atuação dos soldados de elite que serviram na lendária Companhia E, do 506º
Regimento de Infantaria Pára-Quedista, 101ª Divisão Aerotrasportada do Exército
Americano. Publicado em 1992, nos EUA, o livro do historiador STEPHEN E.
AMBROSE (1936-2002) foi um bestseller e deu origem, em 2001, a uma das mais
ambiciosas minisséries na história, produzida pelo canal HBO e já disponível em
DVD no BRASIL. Especialista em Segunda Guerra Mundial, autor também de O DIA D
DE SOLDADOS CIDADÃOS, AMBROSE entrevistou os sobreviventes da COMPANHIA EASY –
seu apelido – e trabalhou sobre documentos oficiais para registrar a trajetória
do agrupamento, desde sua criação, em julho de 1942, até a desativação, em 30
de novembro de 1945, seis meses depois da rendição alemã. Esses três anos
bastaram para que fosse criada uma espécie de mitologia em torno da capacidade
e do heroísmo dos integrantes da EASY, cujas ações são ainda hoje lembradas em
aulas da ACADEMIA DE WEST POINT, centro de formação de oficiais. AMBROSE
reforça a idéia de que a companhia, formada a partir de jovens voluntários de
diversos estados do país, merece ser usada como exemplo de (hoje discutível)
excelência do exército americano. Em parte, devido aos rigores de seu período
de treinamento, sob o comando de um oficial tirano, o CAPITÃO HERBERT SOBEL. E,
em parte, porque os soldados forçavam-se a superar limites, cobrando-se uns aos
outros e criando laços afetivos, por acreditar que as chances de sobreviver no
front aumentavam de acordo com a qualidade e o conhecimento do colega ao lado.
Esse espírito de grupo foi decisivo para que a EASY tivesse sucesso, às vezes
em condições sofríveis, em operações na FRANÇA, HOLANDA, BÉLGICA e ALEMANHA.
9386 soldados americanos repousam no Cemitério de COLLEVILLE-SUR-MER, situado a
algumas centenas de metros da praia de OMAHA BEACH onde ocorreu a matança.
Sobre essa praia de 5 km começa o desembarque propriamente dito por volta das
6:30 horas de 6 de junho de 1944. Uma primeira vaga de 1455 soldados americanos
pulam das barcaças de desembarque. A maré está baixa e para atingir o pé das
falésias devem percorrer 300 a 400 metros a descoberto. Muito sangue corre. Uma
carnificina. Das 4 primeiras vagas, dos 6 mil homens, metade estão mortos ou
feridos. No POINTE DU HOC os alemães estão a cavaleiro da situação e “varrem”
os aliados com suas baterias. Os “rangers” recebem a missão de silenciar as
metralhadoras e os canhões. As perdas são enormes, mas cumprem a missão.

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