Olá, boa noite,
A variante Delta do coronavírus, identificada inicialmente, começa a dar as caras pelo Brasil e a deixar as autoridades em estado de alerta. Ela já foi encontrada em dois municípios do interior do Estado, Pindamonhangaba e Guaratinguetá, ambos com indícios de transmissão local.
Ainda ontem, a Prefeitura de São Paulo admitiu a possibilidade de que a transmissão comunitária da variante já é uma realidade na capital. Enquanto isso, um terceiro caso da Delta foi confirmado no Rio de Janeiro. Parece pouco, mas é importante lembrar que o Brasil é um dos países que menos faz sequenciamento genético das infecções pelo coronavírus.
A forma de prevenir que a Delta faça um estrago maior na pandemia brasileira é avançar na imunização. Na noite de quinta, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), assumiu a dianteira na "guerra" de calendários que tem mantido com João Doria (PSDB) e anunciou que todos os cariocas acima dos 18 anos terão tomado ao menos a primeira dose da vacina até 18 de agosto. Ele também já trabalha com a hipótese de uma dose de reforço seja necessária para a população com mais de 60 anos por lá.
Por enquanto, já existem muitas previsões sobre calendários tanto de vacinação quanto de eventos. Ao mesmo tempo, um estudo feito no Chile e divulgado ontem aponta para a necessidade de uma terceira dose da Coronavac, a principal vacina utilizada no início da nossa imunização e que seria até quatro vezes menos eficaz contra a Delta, mas ainda não existem dados conclusivos sobre a aplicação extra.
É cedo para afirmar até que ponto a Delta pode se espalhar pelo País e também se precisaremos (ou conseguiremos) aplicar uma possível 3ª dose. Mas cautela, principalmente em tempos de pandemia, nunca é demais.
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