
53 a. falece o CORONEL PM Ref OCTAVIANO
GONÇALVES DA SILVEIRA, em 20 de agosto de 1968. Era natural de MOGI MIRIM,
nascido em 18 de março de 1896, filho do senhor APRÍGIO GONÇALVES DA SILVA e
dona ZULMIRA SILVEIRA. Verificou praça a 11 de setembro de 1912 e a 13 de
janeiro de 1918 era declarado ASPIRANTE A OFICIAL. Em 22 de janeiro de 1918
atingia o primeiro posto do oficialato, 2º tenente. Posteriormente, galgou
todos os postos da Corporação. Participou de três campanhas: 1924, 1930 e 1932.
Na arrancada de 1932, comandou a FRENTE NORTE (SETOR DO TÚNEL), portando-se
como um bravo, sendo ferido em
combate. Foi comandante do 4º BC,; fundador e primeiro
comandante do BATALHÃO DE GUARDAS e ainda DIRETOR SUPERINTENDENTE DA CMTC.
Possuía diversas condecorações: MEDALHA LEALDADE E CONSTÂNCIA (OURO), MEDALHA
DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA outorgada pelo Governo do Estado, MEDALHA MMDC,
e MEDALHA DA ORDEM MILITAR DA BÉLGICA. Após a morte, o corpo do CORONEL
OCTAVIANO foi removido no mesmo dia para o BATALHÃO DE GUARDAS, onde permaneceu
em câmara ardente até às 9 horas do dia 22 de agosto de 1968, saindo para o
Cemitério SÃO PAULO. Oficial de consagrada reputação, grande entusiasta pela
carreira que abraçara nos albores da juventude, sempre teve acendrado amor para
com o BATALHÃO DE GUARDAS. É óbvio dizer que o BATALHÃO DE GUARDAS é uma
Unidade criada em 1936, com missão especial, inclusive para as decantadas
guardas de honra e recepção das autoridades que nos visitam. Formado
inicialmente com elemento humano de comprovada apresentação, possuindo o
uniforme tradicional da Corporação, suficientemente instruída e comandada por
um TENENTE-CORONEL OCTAVIANO – só poderia ser uma tropa de escol. Por vezes o
BATALHÃO DE GUARDAS seguiu com destino ao RIO DE JANEIRO a fim de participar de
grandes paradas cívicas, ombreando-se com tropas federais de excelso valor,
isto lá pelos idos de 1939. O BATALHÃO DE GUARDAS sempre regressava sobraçando
as palmas da Vitória. Arrancou elogios das maiores autoridades constituídas
(civis e militares), espelhando evidentemente o entusiasmo que o extinto
tributava no que tange ao correto treinamento de seus comandados. Antes de
baixar à sepultura, o CORONEL Ref HIPÓLITO TRIGUEIRINHO proferiu comovente
oração fúnebre, exaltando as nobres qualidades do extinto. Foi sepultado com o
uniforme “begeino”. No velório, notamos as presenças do Comandante Geral,
CORONEL EB ANTÔNIO FERREIRA MARQUES, MAJOR EZEQUIEL CORRÊA DE ARAÚJO, RAUL DE
OLIVEIRA CAMPOS, CÍCERO MOREIRA DE ALBUQUERQUE, JOSÉ DIAS DE FIGUEIREDO, CAPITÃO
THEMISTOCLES PEREIRA DE CASTRO.
Conheci o CORONEL OCTAVIANO
quando servi no BATALHÃO DE GUARDAS, como aspirante. Comovia-me vê-lo passar
pelo batalhão e parar para em continência reverenciar a Unidade que ele criou.
Certa vez, convidei-o para adentrar o quartel. Ele, comovido, contou que havia
uma carta no cofre do Batalhão, com a sua vontade de partir, para a última
viagem, com o uniforme begeino, saindo do seu batalhão. Foi um dos momentos que
guardo para sempre em minha memória.
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