sexta-feira, 20 de agosto de 2021

53 ANOS DO FALECIMENTO DO CORONEL OCTAVIANO GONÇALVES DA SILVEIRA, EM 20 DE AGOSTO DE 1968.

 


  53 a. falece o CORONEL PM Ref OCTAVIANO GONÇALVES DA SILVEIRA, em 20 de agosto de 1968. Era natural de MOGI MIRIM, nascido em 18 de março de 1896, filho do senhor APRÍGIO GONÇALVES DA SILVA e dona ZULMIRA SILVEIRA. Verificou praça a 11 de setembro de 1912 e a 13 de janeiro de 1918 era declarado ASPIRANTE A OFICIAL. Em 22 de janeiro de 1918 atingia o primeiro posto do oficialato, 2º tenente. Posteriormente, galgou todos os postos da Corporação. Participou de três campanhas: 1924, 1930 e 1932. Na arrancada de 1932, comandou a FRENTE NORTE (SETOR DO TÚNEL), portando-se como um bravo, sendo ferido em combate. Foi comandante do 4º BC,; fundador e primeiro comandante do BATALHÃO DE GUARDAS e ainda DIRETOR SUPERINTENDENTE DA CMTC. Possuía diversas condecorações: MEDALHA LEALDADE E CONSTÂNCIA (OURO), MEDALHA DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA outorgada pelo Governo do Estado, MEDALHA MMDC, e MEDALHA DA ORDEM MILITAR DA BÉLGICA. Após a morte, o corpo do CORONEL OCTAVIANO foi removido no mesmo dia para o BATALHÃO DE GUARDAS, onde permaneceu em câmara ardente até às 9 horas do dia 22 de agosto de 1968, saindo para o Cemitério SÃO PAULO. Oficial de consagrada reputação, grande entusiasta pela carreira que abraçara nos albores da juventude, sempre teve acendrado amor para com o BATALHÃO DE GUARDAS. É óbvio dizer que o BATALHÃO DE GUARDAS é uma Unidade criada em 1936, com missão especial, inclusive para as decantadas guardas de honra e recepção das autoridades que nos visitam. Formado inicialmente com elemento humano de comprovada apresentação, possuindo o uniforme tradicional da Corporação, suficientemente instruída e comandada por um TENENTE-CORONEL OCTAVIANO – só poderia ser uma tropa de escol. Por vezes o BATALHÃO DE GUARDAS seguiu com destino ao RIO DE JANEIRO a fim de participar de grandes paradas cívicas, ombreando-se com tropas federais de excelso valor, isto lá pelos idos de 1939. O BATALHÃO DE GUARDAS sempre regressava sobraçando as palmas da Vitória. Arrancou elogios das maiores autoridades constituídas (civis e militares), espelhando evidentemente o entusiasmo que o extinto tributava no que tange ao correto treinamento de seus comandados. Antes de baixar à sepultura, o CORONEL Ref HIPÓLITO TRIGUEIRINHO proferiu comovente oração fúnebre, exaltando as nobres qualidades do extinto. Foi sepultado com o uniforme “begeino”. No velório, notamos as presenças do Comandante Geral, CORONEL EB ANTÔNIO FERREIRA MARQUES, MAJOR EZEQUIEL CORRÊA DE ARAÚJO, RAUL DE OLIVEIRA CAMPOS, CÍCERO MOREIRA DE ALBUQUERQUE, JOSÉ DIAS DE FIGUEIREDO, CAPITÃO THEMISTOCLES PEREIRA DE CASTRO.

Conheci o CORONEL OCTAVIANO quando servi no BATALHÃO DE GUARDAS, como aspirante. Comovia-me vê-lo passar pelo batalhão e parar para em continência reverenciar a Unidade que ele criou. Certa vez, convidei-o para adentrar o quartel. Ele, comovido, contou que havia uma carta no cofre do Batalhão, com a sua vontade de partir, para a última viagem, com o uniforme begeino, saindo do seu batalhão. Foi um dos momentos que guardo para sempre em minha memória.

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