segunda-feira, 4 de outubro de 2021

228 ANOS DO NASCIMENTO DO BRIGADEIRO RAPHAEL TOBIAS DE AGUIAR, EM 4 DE OUTUBRO DE 1793.

 





228 a. nasce o BRIGADEIRO RAPHAEL TOBIAS DE AGUIAR. Nasceu no dia 4 de outubro de 1793. Alistou-se no Regimento de Milícias, em SOROCABA, chegando ao posto de CORONEL. Em 1821, armou e equipou, à sua custa, mais de cem homens, que seguiram para o RIO DE JANEIRO, a fim de combater as tropas portuguesas contrárias à independência do BRASIL, por ocasião do “FICO”. Membro do Conselho de Governo da Província de SÃO PAULO, em 1826 e seu presidente, em 1829. Deputado Geral (1830/37 e  1845/48). Presidente da Província de SÃO PAULO (1831/35 e 1840/41). Participante da REVOLUÇÃO LIBERAL em 1842, sendo preso e recolhido à FORTALEZA DE LAGE, no RIO. Anistiado em 1844. Durante os seus dois governos emprestou aos cofres públicos dinheiro sem cobrar juros. Durante sua gestão construiu a estrada entre SÃO PAULO e SANTOS. Incentivou a imigração. Mandou proceder a reparos e construir diversas estradas, entre elas para CURITIBA. Desposou DOMITILA DE CASTRO CANTO E MELLO, a MARQUESA DE SANTOS, em 1842. No seu primeiro governo, o BRIGADEIRO TOBIAS DE AGUIAR criou uma força policial –1831– que hoje é a POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. Faleceu no navio PIRATININGA, em viagem entre SANTOS e o RIO DE JANEIRO, no dia 7 de outubro de 1857.   


Rafael Tobias de Aguiar

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Rafael Tobias de Aguiar
Rafael Tobias de Aguiar
11º. Presidente da Província de São Paulo
Período6 de agosto de 1840
até 15 de julho de 1841
Antecessor(a)Manuel Machado Nunes
Sucessor(a)Miguel de Sousa Melo e Alvim
6º. Presidente da Província de São Paulo
Período17 de novembro de 1831
até 11 de maio de 1835
Antecessor(a)Manuel Teodoro de Araújo Azambuja
Sucessor(a)Francisco Antônio de Sousa Queirós
Dados pessoais
Nascimento4 de outubro de 1794
Sorocaba, São Paulo
Morte7 de outubro de 1857 (63 anos)
Litoral do Rio de Janeiro
Nacionalidadebrasileiro
ProgenitoresMãe: Gertrudes Eufrosina Aires
Pai: Antônio Francisco de Aguiar
EsposaDomitila de Castro Canto e Melo
FilhosRafael Tobias
João Tobias
Gertrudes
Antônio Francisco
Brasílico
Heitor
PartidoPartido Liberal
Religiãocatólico
Profissãopolítico, militar
Serviço militar
ConflitosRevoltas liberais de 1842

Rafael Tobias de Aguiar (Sorocaba, 4 de outubro de 1794 — Litoral do Rio de Janeiro, 7 de outubro de 1857) foi um líder político e militar paulista. Conhecido como "Brigadeiro Tobias de Aguiar", foi um dos líderes do Partido Liberal Paulista na primeira metade do Século XIX e um dos líderes da Revolução Liberal de 1842, na Província de São Paulo.

Biografia

Filho de Antônio Francisco de Aguiar e de Gertrudes Eufrosina Aires[1], nasceu numa família de fazendeiros, e iniciou seus estudos em São Paulo.

Entrou na vida pública em 1821, representante da comarca de Itu para a escolha dos deputados brasileiros às Cortes Gerais e Constituintes de Lisboa. Um dos líderes liberais da primeira metade do século XIX, elegeu-se conselheiro do governo provincial em 1827. Foi deputado provincial e geral em numerosas legislaturas. Somente pela Província de São Paulo, foi eleito em dez legislaturas, entre 1838 e 1861, sendo em quatro delas como suplente. Foi escolhido presidente da Província de São Paulo por duas vezes, de 17 de novembro de 1831 a 11 de maio de 1835 e de 6 de agosto de 1840 a 15 de julho de 1841, acumulando neste segundo mandato, os cargos de presidente e deputado provincial.[2]

Entre seus amigos figurava outro liberal famoso, o Padre Diogo Antônio Feijó, de quem foi colega de escola.

Em virtude de sua administração, quando aplicou até mesmo seu salário em escolas, obras públicas e de caridade, recebeu o posto de Brigadeiro Honorário do império.

O líder

Em pintura de Maximiliano Scholze.
Carta de Tobias de Aguiar de 1832 comentando sobre a abdicação de Dom Pedro I e as listas dos oficiais da Guarda Nacional. APESP

Em 1842, comandou a Revolução Liberal juntamente com o padre Diogo Antônio Feijó para combater a ascensão dos conservadores pró-Portugal durante o início do reinado de Dom Pedro II.

Em 17 de maio de 1842, é proclamado pelos paulistas presidente interino da Província de São Paulo em Sorocaba, que foi declarada capital provisória da Província pelos paulistas. Foi ele quem se encarregou de reunir a chamada Coluna Libertadora, com mais de 1.500 homens, com a qual tentou invadir a capital de São Paulo para depor o presidente da Província, o Barão de Monte Alegre e de quem se dizia à época, "traidor, lambe-botas de Pedro II".

Antes da batalha, casou-se com Domitila de Castro Canto e Melo, a marquesa de Santos[3], ex-amante de Dom Pedro I e com quem já tinha seis filhos. Do relacionamento anterior da Marquesa de Santos com D. Pedro I nasceram cinco filhos, dos quais duas filhas ainda eram vivas.

Foi derrotado pelas forças imperiais e tentou furar o cerco para reoganizar-se no Rio Grande do Sul (terra dos netos dos Bandeirantes) aliando-se aos independentistas da Guerra dos Farrapos. Levou para o Rio Grande do Sul o primeiro cavalo malhado de que se tem notícia e, por essa razão, até hoje esse pelo de equino é ali chamado de Tobiano.[4] Foi preso em Palmeira das Missões e levado para a Fortaleza da Laje, no Rio de Janeiro. Foi anistiado e deixou a prisão em 1844, retornou a São Paulo, onde foi recebido na capital por toda população.

É o patrono da Polícia Militar do Estado de São Paulo e seu nome homenageia o primeiro batalhão de Choque, chamado Batalhão Tobias de Aguiar, responsável pela ROTA - Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar.

Faleceu em viagem da cidade de Santos para o Rio de Janeiro, a bordo do vapor Piratininga, no dia 7 de outubro de 1857, aos 63 anos.






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