228 a. nasce o BRIGADEIRO RAPHAEL TOBIAS DE AGUIAR. Nasceu no dia 4
de outubro de 1793. Alistou-se no Regimento de Milícias, em SOROCABA, chegando
ao posto de CORONEL. Em 1821, armou e equipou, à sua custa, mais de cem homens,
que seguiram para o RIO DE JANEIRO, a fim de combater as tropas portuguesas
contrárias à independência do BRASIL, por ocasião do “FICO”. Membro do Conselho
de Governo da Província de SÃO PAULO, em 1826 e seu presidente, em 1829.
Deputado Geral (1830/37 e 1845/48).
Presidente da Província de SÃO PAULO (1831/35 e 1840/41). Participante da REVOLUÇÃO
LIBERAL em 1842, sendo preso e recolhido à FORTALEZA DE LAGE, no RIO. Anistiado
em 1844. Durante os seus dois governos emprestou aos cofres públicos dinheiro
sem cobrar juros. Durante sua gestão construiu a estrada entre SÃO PAULO e
SANTOS. Incentivou a imigração. Mandou proceder a reparos e construir diversas
estradas, entre elas para CURITIBA. Desposou DOMITILA DE CASTRO CANTO E MELLO,
a MARQUESA DE SANTOS, em 1842. No seu primeiro governo, o BRIGADEIRO TOBIAS DE
AGUIAR criou uma força policial –1831– que hoje é a POLÍCIA MILITAR DO ESTADO
DE SÃO PAULO. Faleceu no navio PIRATININGA, em viagem entre SANTOS e o RIO DE
JANEIRO, no dia 7 de outubro de 1857.
Rafael Tobias de Aguiar
| Rafael Tobias de Aguiar | |
|---|---|
| Rafael Tobias de Aguiar | |
| 11º. Presidente da Província de São Paulo | |
| Período | 6 de agosto de 1840 até 15 de julho de 1841 |
| Antecessor(a) | Manuel Machado Nunes |
| Sucessor(a) | Miguel de Sousa Melo e Alvim |
| 6º. Presidente da Província de São Paulo | |
| Período | 17 de novembro de 1831 até 11 de maio de 1835 |
| Antecessor(a) | Manuel Teodoro de Araújo Azambuja |
| Sucessor(a) | Francisco Antônio de Sousa Queirós |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 4 de outubro de 1794 Sorocaba, São Paulo |
| Morte | 7 de outubro de 1857 (63 anos) Litoral do Rio de Janeiro |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Progenitores | Mãe: Gertrudes Eufrosina Aires Pai: Antônio Francisco de Aguiar |
| Esposa | Domitila de Castro Canto e Melo |
| Filhos | Rafael Tobias João Tobias Gertrudes Antônio Francisco Brasílico Heitor |
| Partido | Partido Liberal |
| Religião | católico |
| Profissão | político, militar |
| Serviço militar | |
| Conflitos | Revoltas liberais de 1842 |
Rafael Tobias de Aguiar (Sorocaba, 4 de outubro de 1794 — Litoral do Rio de Janeiro, 7 de outubro de 1857) foi um líder político e militar paulista. Conhecido como "Brigadeiro Tobias de Aguiar", foi um dos líderes do Partido Liberal Paulista na primeira metade do Século XIX e um dos líderes da Revolução Liberal de 1842, na Província de São Paulo.
Biografia
Filho de Antônio Francisco de Aguiar e de Gertrudes Eufrosina Aires[1], nasceu numa família de fazendeiros, e iniciou seus estudos em São Paulo.
Entrou na vida pública em 1821, representante da comarca de Itu para a escolha dos deputados brasileiros às Cortes Gerais e Constituintes de Lisboa. Um dos líderes liberais da primeira metade do século XIX, elegeu-se conselheiro do governo provincial em 1827. Foi deputado provincial e geral em numerosas legislaturas. Somente pela Província de São Paulo, foi eleito em dez legislaturas, entre 1838 e 1861, sendo em quatro delas como suplente. Foi escolhido presidente da Província de São Paulo por duas vezes, de 17 de novembro de 1831 a 11 de maio de 1835 e de 6 de agosto de 1840 a 15 de julho de 1841, acumulando neste segundo mandato, os cargos de presidente e deputado provincial.[2]
Entre seus amigos figurava outro liberal famoso, o Padre Diogo Antônio Feijó, de quem foi colega de escola.
Em virtude de sua administração, quando aplicou até mesmo seu salário em escolas, obras públicas e de caridade, recebeu o posto de Brigadeiro Honorário do império.
O líder
Em 1842, comandou a Revolução Liberal juntamente com o padre Diogo Antônio Feijó para combater a ascensão dos conservadores pró-Portugal durante o início do reinado de Dom Pedro II.
Em 17 de maio de 1842, é proclamado pelos paulistas presidente interino da Província de São Paulo em Sorocaba, que foi declarada capital provisória da Província pelos paulistas. Foi ele quem se encarregou de reunir a chamada Coluna Libertadora, com mais de 1.500 homens, com a qual tentou invadir a capital de São Paulo para depor o presidente da Província, o Barão de Monte Alegre e de quem se dizia à época, "traidor, lambe-botas de Pedro II".
Antes da batalha, casou-se com Domitila de Castro Canto e Melo, a marquesa de Santos[3], ex-amante de Dom Pedro I e com quem já tinha seis filhos. Do relacionamento anterior da Marquesa de Santos com D. Pedro I nasceram cinco filhos, dos quais duas filhas ainda eram vivas.
Foi derrotado pelas forças imperiais e tentou furar o cerco para reoganizar-se no Rio Grande do Sul (terra dos netos dos Bandeirantes) aliando-se aos independentistas da Guerra dos Farrapos. Levou para o Rio Grande do Sul o primeiro cavalo malhado de que se tem notícia e, por essa razão, até hoje esse pelo de equino é ali chamado de Tobiano.[4] Foi preso em Palmeira das Missões e levado para a Fortaleza da Laje, no Rio de Janeiro. Foi anistiado e deixou a prisão em 1844, retornou a São Paulo, onde foi recebido na capital por toda população.
É o patrono da Polícia Militar do Estado de São Paulo e seu nome homenageia o primeiro batalhão de Choque, chamado Batalhão Tobias de Aguiar, responsável pela ROTA - Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar.
Faleceu em viagem da cidade de Santos para o Rio de Janeiro, a bordo do vapor Piratininga, no dia 7 de outubro de 1857, aos 63 anos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário