72 a. do MARACANÃ, inaugurado em 16 de junho de 1950. Foi numa
sexta-feira, de tempo bom, que a seleção paulista enfrentou a carioca na
partida de estréia do MARACANÃ. Após a solenidade oficial de inauguração,
dirigida pelo presidente MARECHAL EURICO GASPAR DUTRA, os portões foram abertos
para receber o público, que acompanhou a vitória dos paulistas por 3 a 2. O Estádio Jornalista MÁRIO FILHO logo
foi palco, um mês após terem sido abertas suas cortinas, de uma das maiores
derrotas da seleção brasileira: o chamado MARACANAZO, quando o BRASIL perdeu a
final da COPA DO MUNDO para o URUGUAI. O objetivo do empreendimento era sediar
a COPA DO MUNDO DE 1950.
Diz DJALMA SANTOS, ex-jogador campeão das COPAS de 1958 e 1962.
“Joguei a partida inaugural do MARACANÃ pelo time paulista. Estava nos
primeiros anos de minha carreira e fique admirado com a grandeza do estádio
carioca. As arquibancadas ficaram lotadas e, mesmo jogando contra o time da
casa, não nos sentimos tão pressionados. Na verdade, estávamos assustados com o
porte do estádio.”
Anfitrião de milhões de espectadores. Detentor de um passado de
momentos memoráveis como o milésimo gol de Pelé e de fracassos retumbantes como
a final da COPA DE 50. Entre shows de rock que superaram todas as marcas e até
finais históricas, é símbolo de uma era. Ao completar SESSENTA ANOS em 16 de
junho de 2010 o velho gigante se prepara não para encerrar a carreira e sim
para uma metamorfose da qual renascerá e voltará “em sintonia” com a “nova
ordem mundial”, apto a fazer bonito diante dos olhos atentos dos mais rigorosos
agentes do padrão internacional de qualidade.
Com um prólogo como esse, parece ser obviedade das maiores
afirmar: a história do MARACANÃ dá um filme. No entanto, como nem sempre o mais
simples é o mais fácil, não há oficialmente registro de um longa-metragem sobre
o “TEMPLO DO FUTEBOL”. Não havia. Há pouco mais de um mês, uma equipe de cerca
de 20 profissionais documenta os “últimos dias do MARACANÔ. Filmando diversos
jogos, às vezes com 12 câmeras simultâneas e dividido em várias unidades, o
diretor FELIPE LACERDA, o produtor DIOGO DAHL e equipe registram
simultaneamente o que acontece nos quatro cantos do MARACANÃ durante sua
derradeira temporada em 2010, antes de voltar “pronto para a COPA DO MUNDO de
2014”.
Com previsão de fechamento para a primeira semana de agosto de
2010, o MARACANÃ vai passar por uma profunda reforma e só deve reabrir em 2013,
durante a COPA DAS CONFEDERAÇÕES, em uma espécie de ensaio para o MUNDIAL de
2014.
Depois de 64 anos, em novo MUNDIAL no país, em 2014, o estádio viu
a ALEMANHA – algoz do 7 a 1 no MINEIRÃO – a levantar a taça. Por outro lado,
foi lá que o público vibrou com a magia de nomes PELÉ, GARRINCHA, ZICO e
ROMÁRIO.
Ao longo de 70 anos, o estádio voltou a ser cenário de muitos
momentos históricos do futebol brasileiro e mundial, proporcionando recordações
carinhosas para torcidas de todas as cores.
O ícone da paisagem do RIO DE JANEIRO não viveu de uma só
modalidade. Seu gramado, que já recebeu jogo de vôlei, consolidou-se como
verdadeiro templo esportivo nas cerimônias dos JOGOS OLÍMPICOS, em 2016, e
PAN-AMERICANOS, em 2007.
Celebrado como lugar da diversidade e do encontro, o ex-maior do
mundo mudou bastante nestes século, em reformas nem sempre bem recebidas pelos
seus admiradores.
O estádio que recebeu 194 mil torcedores em um FLA-FLU de 1963,
hoje tem capacidade para 78 mil.
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