sábado, 31 de agosto de 2019

191 ANOS DO NASCIMENTO DE LEON TOLSTOI, EM 28 DE AGOSTO DE 1828.

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191 a. nasce LEON TOLSTÓI, em IÁSNAIA POLIANA, província de TULA, em 28 de agosto de 1828. Com a morte do pai, em 1837, LEON vai ser cuidado pela tia ALIEKSANDRA OSTEN-SACKEN. Quatro anos dura o encargo da tia, pois ela morre em 1841. LEON e seus quatro irmãos são entregues aos cuidados de outra irmã de seu pai, PIELAGUEIA, que mora em KAZAN. É uma mulher severa e áspera, de rígidos princípios morais. Assim que Poe os olhos em LEON, decide fazer dele um militar; como alternativa, pode ser diplomata. Em 1844, aos dezesseis anos, LEON vi estudando línguas orientais na Universidade de KAZAN. Mas revela-se uma decepção para PIELAGUEIA; nem se porta de acordo com o manual de boas maneiras da aristocracia, nem se distingue nos estudos. Transfere-se para o curso de Direito, mas é reprovado nos primeiros exames. Desiludido com a escola e cansado de ouvir as recriminações da tia, retorna a IÁSNAIA POLIANA em 1847. Porém o tempo que fica naquele lugar desolado é pouco. Meses depois vai para MOSCOU. Essa cidade, contudo, também parece não ter muito a lhe oferecer. Em 1849, aos 21 anos, parte para SĂO PETERSBURGO, e aí retoma o curso de Direito. Não se distingue como aluno, e sim como farrista de primeira e namorador incorrigível. Instável, nem as noites nem as mulheres conseguem retê-lo. Meses mais tarde volta a IÁSNAIA POLIANA. Começa a ler a Bíblia e as obras de JEAN-JACQUES ROUSSEAU. Ao terminar as leituras, sente-se ainda mais inquieto.
Em 1851 está no CÁUCASO, combatendo com bravura. Encorajado pelos elogios e encantado com a vida militar, presta exame em janeiro de 1852 para ingressar no Exército e é admitido. Ao mesmo tempo publica os capítulos de A HISTÓRIA DA MINHA INFÂNCIA, em relato autobiográfico de sua meninice, na revista O CONTEMPORÂNEO, de SĂO PETERSBURGO. Dois anos depois explode a GUERRA DA CRIMÉIA, conflito que opôs FRANÇA, INGLATERRA, TURQUIA e o PEIMONTE à RÚSSIA. TOLSTÓI é designado para lutar em SEBASTÓPOL, onde compõe os contos que tanto comoveriam a rainha MARIA ALEXÁNDROVNA. Volta a SĂO PETERSBURGO depois do final da guerra e é recebido como herói. O tempo que ali fica é pouco. Em 1857 parte para o exterior – ALEMANHA, FRANÇA, ITÁLIA, SUÍÇA. Dois anos depois, volta a IÁSNAIA POLIANA carregado de livros e de idéias formigando na cabeça. Sente urgência em fazer algo pela RÚSSIA, e acha que deve começar pelos que lhe estão mais próximos: os servos. Preocupa-se, sobretudo com o analfabetismo, e em 1859, aos 31 anos, funda em sua propriedade uma escola para crianças e adultos. Vai ao sul da FRANÇA, onde seu irmão NICOLAU tenta se curar de uma enfermidade pulmonar. Ao lado dele começa a escrever OS COSSACOS, em 1863. Apesar dos cuidados médicos, NICOLAU sucumbe à doença, o que abala profundamente LEON. Aos 34 anos, novamente está em IÁSNAI POLIANA, casando-se com SÓFIA ANDRIĘIEVNA.  Escreve GUERRA E PAZ, a partir de 1863, concluindo a obra em 1869.
Uma mulher, sobrinha e amante de um homem poderoso da aldeia de IÁSSIENKI, desesperada com sua vida amorosa, joga-se à linha do trem. TOLSTÓI parte imediatamente para a vila, quer ver o cadáver. Decide investigar as razőes que teriam levado a mulher ao suicídio. Há tempo que pretende escrever a história de uma dama da alta sociedade russa envolvida numa trama de paixões e decadência. O suicídio da mulher fornece-lhe o desfecho para seu romance e o perfil para a protagonista. E ANA KARĘNINA ganha vida. Publicado de 1875 a 1877 no jornal MENSAGEIRO RUSSO, ANA KARĘNINA agrada intensamente ao público e provoca variadas reações entre os críticos. Dentre os grandes romancistas russos, o único a aplaudir irrestritamente o livro é DOSTOIÉVSKI.
Em 1886, aos 58 anos, por insistência da mulher e os admiradores, temerosos que ele abandone a literatura, TOLSTÓI abre um parêntese em suas investigações religiosas para escrever A MORTE DE IVAN ILITCH. Em SONATA A KREUTZER, publicado em 1889, prega a abstinência sexual entre os casais. No mesmo ano da publicação nasce-lhe o décimo terceiro filho. Em 1899, publica RESSURREIÇĂO, a história de uma camponesa que, seduzida e, depois, abandonada pelo filho da patroa, torna-se prostituta. Em 1901, TOLSTÓI é excomungado. O País inteiro protesta. Naquele verão parte para a CRIMÉIA, a conselho médico. Acompanha a declaração de guerra entre RÚSSIA e JAPĂO à distância. Com a derrota, a RÚSSIA perde a ilha de SACALINA, milhares de soldados e qualquer pretensão sobre a posse da CORÉIA. O descontentamento popular explode no ano seguinte nos episódios do “DOMINGO SANGRENTO”, de MOSCOU, quando mil operários são mortos pela guarda czarista, e na revolta do couraçado POTEMKIN. Cansado em enfermo, aos oitenta anos TOLSTÓI redige um artigo vibrante de indignação, que a censura imperial veta. NĂO POSSO CALAR, contudo, sai impresso em jornais estrangeiros, despertando a consciência da EUROPA para os problemas russos. Apesar da severa vigilância, o artigo circula na RÚSSIA de maneira clandestina. A polícia nada pode fazer contra TOLSTÓI – velho e amado -, mas sai à caça dos que participam da veiculação do escrito e prende quantos pode.
Rebeliões, matanças, enfermidades, disputas – os últimos anos de TOLSTÓI transcorrem dolorosos. SÓFIA começa a atormentá-lo para morar na corte. Pressiona-o de tal modo que em outubro de 1910 o escritor foge de casa. Conforme declara, deseja “viver em solidão e recolhimento os últimos dias de minha existência”. Pressentindo que não seriam muitos esses dias, leva consigo ALIEKSANDRA, a filha mais querida, e o médico PIETRÓVITCH, um velho amigo. Pretende tomar o rumo do sul, mas o corpo cansado não consegue ultrapassar a aldeia de ASTÁPOVO. A notícia da fuga espalha-se rapidamente. A pequena vila inunda-se de discípulos, admiradores, fotógrafos, cinegrafistas. O escritor permanece encerrado em seu quarto, esperando mansamente a morte. Na manhă de 7 de novembro de 1910 a espera acaba. Dois dias depois TOLSTÓI é enterrado no bosque onde brincara na infância, em IÁSNAIA POLIANA. Ninguém lhe constrói monumentos nem lhe grava lápides. Seu túmulo é uma elevação de terra, coberta de grama.    

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