sábado, 23 de março de 2019

64 ANOS DO FALECIMENTO DE ARTUR BERNARDES - 23 DE MARÇO DE 1955.




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Artur da Silva Bernardes[nb 1] (Viçosa8 de agosto de 1875 — Rio de Janeiro23 de março de 1955) foi um advogado e político brasileiro, presidente de Minas Gerais de 1918 a 1922 e presidente do Brasil entre 15 de novembro de 1922 e 15 de novembro de 1926. Seus seguidores foram chamados de "bernardistas".


    Origem e carreira política[editar | editar código-fonte]

    Estudou no Colégio do Caraça. Após formar-se, em 1900, na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, iniciou sua carreira política como vereador e presidente da Câmara Municipal de Viçosa em 1906. Foi deputado federal (de 1909 a 1910) e Secretário de Finanças de Minas Gerais em 1910. Foi eleito para um novo mandato de deputado federal (1915 a 1917). Tornou-se o líder principal do Partido Republicano Mineiro, tirando o controle do PRM dos políticos do Sul de Minas Gerais, deslocando o centro da política mineira para a Zona da Mata. Foi presidente do estado de Minas Gerais entre 1918 e 1922.
    Artur, para sua carreira política como Presidente da República, contou com a ajuda de seu sogro, Carlos Vaz de Mello, irmão de José Alves Ferreira de Melo, um poderoso fazendeiro de Viçosa. As terras onde foram erguidas as primeiras faculdades integrantes da UFV pertenciam ao sogro de Bernardes.
    Artur da Silva Bernardes foi casado por mais de 50 anos com Clélia Vaz de Mello, filha Carlos Vaz de Mello, político importante da Zona da Mata mineira, deputado e senador da república.
    Ele negava sua naturalidade, pois segundo históricos ele nasceu em Cipotânea, na comunidade rural da Paciência, terra de sua mãe. Ele dizia ter nascido em Viçosa, já que é uma cidade popular e bem desenvolvida.

    Eleição para presidente da república e a Revolta dos 18 do forte[editar | editar código-fonte]


    Artur Bernardes e ministros de Estado (fotografia sob a guarda do Arquivo Nacional).
    Bernardes venceu as eleições presidenciais de 1 de março de 1922, obtendo 466.877 votos contra 317.714 votos dados a Nilo Peçanha, em uma eleição que dividiu o país: Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro apoiaram Nilo Peçanha e os demais estados deram apoio à candidatura Bernardes.[1]
    Antes da eleição, Bernardes teve que enfrentar o rumoroso caso das "cartas falsas" atribuídas a ele e que denegriam o ex-presidente Hermes da Fonseca.
    Seu vice-presidente foi Estácio Coimbra que substituiu Urbano Santos, vice-presidente eleito, também em 1 de março de 1922, e que faleceu no dia 7 de Maio de 1922, antes de tomar posse.
    O descontentamento com a vitória de Bernardes e com o governo de seu antecessor, Epitácio Pessoa, foram algumas das causas do chamado Levante do Forte de Copacabana, primeira ação do movimento tenentista. Bernardes teve que fazer frente à coluna Prestes, movimento tenentista que percorreu o país pregando mudanças políticas e sociais e que jamais foi derrotado pelo governo.

    Presidente Artur Bernardes

    Na Presidência da República[editar | editar código-fonte]

    Além da oposição por parte da baixa oficialidade militar, ele ainda confrontou uma guerra civil no Rio Grande do Sul, onde Borges de Medeiros se elegeu presidente do estado pela quinta vez consecutiva, e também o movimento operário que se fortalecia novamente. Em 1923 e 1924 ocorreram novas ações tenentistas no Rio Grande do Sul e em São Paulo, onde ocorreu a Revolução de 1924, que levou Bernardes a bombardear a cidade de São Paulo. Tudo isso levou Bernardes a decretar o estado de sítio, que perdurou durante quase todo seu governo.
    Artur Bernardes foi o pioneiro da siderurgia em Minas Gerais e sempre se bateu pela ideologia nacionalista e de defesa dos recursos naturais do Brasil.
    Fundou a Escola Superior de Agricultura e Veterinaria em sua cidade natal, Viçosa, que viria depois a se tornar a Universidade Federal de Viçosa.
    Sob seu governo, o Brasil se retirou da Liga das Nações em 1926.
    Bernardes promoveu a única reforma da Constituição de 1891, reforma que foi promulgada em setembro de 1926 e que alterava principalmente as condições para se estabelecer o estado de sítio no Brasil. Após deixar o governo, foi eleito senadorem 1929.
    Foi contrário à ascensão de Antônio Carlos Ribeiro de Andrada ao governo de Minas Gerais mas não pode evitá-la.

    Vida após a presidência[editar | editar código-fonte]


    Em 1951 (Arquivo Nacional).
    Após a presidência, foi eleito senador da república, mandato que exerceu até 1930.
    Artur Bernardes, no seu discurso de posse no Senado Federal, em 25 de maio de 1927, estando a cidade do Rio de Janeiro sob grande tensão e expectativa, relembrou a dificuldade que foi sua eleição presidencial de 1922 e sua presidência:
    Carlos Lacerda repetiria, contra Getúlio Vargas, essa frase de Bernardes, na campanha presidencial de 1950.
    Participou da Revolução de 1930, que desalojou o Partido Republicano Paulista do governo federal. Foi um Revolucionário constitucionalista de 1932. Fracassado este movimento, exilou-se em Portugal. De volta ao Brasil, em 1934, foi eleito deputado federal para o mandato 1935-1939. Em 1937, porém, perdeu o mandato, devido ao golpe do Estado Novo.
    Com o restabelecimento da democracia em 1945, ingressou na UDN, elegendo-se deputado federal constituinte em 1945. Criou e dirigiu a seguir o Partido Republicano. Eleito suplente de deputado federal em 1950, exerceu o mandato, em virtude de convocação, sendo eleito para um novo mandato em 1954. Bernardes defendeu, após 1945, o Petróleo e a Siderurgia nacionais. Ocupou o cargo de deputado federal até a sua morte, em 1955. Foi sepultado no Cemitério de São João Batista, no Rio de Janeiro.

    Composição do governo[editar | editar código-fonte]


    Presidente Artur da Silva Bernardes com a Faixa Presidencial

    Vice-presidente[editar | editar código-fonte]

    Ministros[editar | editar código-fonte]

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